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Youtube apaga vídeo de Malafaia com falsa associação entre vacina e “infanticídio”; conteúdo segue no Twitter

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O Youtube removeu nesta quinta-feira (13) mais um vídeo do canal do pastor e presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, por infração de regras da plataforma.

“Este vídeo foi removido por violar as diretrizes da comunidade do YouTube”, diz mensagem da plataforma no vídeo “VACINAR CRIANÇAS?”, em que o pastor chama a imunização de crianças contra a covid-19 de “infanticídio”.

Ao contrário do que sugere Malafaia, vacinas contra a covid-19 são seguras para crianças, segundo estudos recentes – veja estes sobre a vacina da Pfeizer e este sobre a Coronavac.

A informação da exclusão do vídeo foi divulgada por Guilerme Felitti, da NoveloData, que monitora os vídeos de influenciadores pró-Bolsonaro nas redes sociais.

“É o 2º dia seguido em que Malafaia é punido pelo YouTube por desinformação sobre o tema”, afirma.

Felitti ressalta que o Youtube costuma “congelar” por uma semana canais que cometem 2 infrações em menos de um mês.

“A partir dessas 2 punições inegáveis de conteúdos publicados a partir de dez/21, Malafaia terá seu canal congelado temporariamente pelo YT? Ou a regra só vale para os outros?”, questiona ele.

O vídeo em que Malafaia chama vacinação de crianças de “infanticídio” foi alvo de uma campanha de internautas que exigiu a remoção do conteúdo no Twitter.

Após pressão exercida com as hashtags #TwitterOmisso e “DerrubaMalafaia” , a plataforma apagou 11 tuítes do pastor que traziam desinformação sobre a pandemia e a vacinação

O vídeo “VACINAR CRIANAS”, em que Malafaia também chama vacinação infantil de “infanticídio”, no entanto, continua disponível no Twitter.

“Se aqueles 11 deletados infringiam as regras, esse também o faz – o conteúdo é o mesmo”, ressalta Guilherme Feliti.

Por conta da mobilização de internautas – realizada principalmente através de perfils como o Sleeping Giants Brasil, Tesoureiros e Desmentindo Bolsonaro – o Twitter divulgou nota nesta quinta-feira (13) em que diz ter removido 63.876 posts por violarem sua política contra fake news sobre a pandemia no último ano, o que equivale a sete tuítes por hora, em média.

O Twitter não divulga o número de posts publicados em sua plataforma, mas o site ‘Internet Live Stats’ informa que são realizados cerca de 500 milhões de tuítes por dia – ou 20,8 milhões por hora.

Em entrevista à BBC Brasil, a coordenadora do Laboratório de Mídia, Discurso e Análise de Redes Sociais (Midiars) da Universidade Federal de Pelotas, Raquel Recuero, o número de postagens excluídas pelo Twitter é insuficiente.

“É pouco. É um número muito pequeno para a escala de desinformação que tem hoje só Brasil”, avalia Recuero.

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