Os símbolos

nazistas

usados no

bolsonarismo

Há mais coisas em comum entre o bolsonarismo e o nazismo do que você imagina. Veja os símbolos que os bolsonaristas foram buscar no regime de Adolf Hitler.

Mera coincidência?

 O slogan de Bolsonaro é inspirado no do ditador do III Reich. 'Brasil acima de tudo' é um clone de 'Deutchland über alles' – Alemanha Acima de Tudo.

1- 'Brasil acima de tudo'

 Ele desafiou os comandantes militares e se uniu a um grupo de capitães paraquedistas chamado 'Centelha Nativista' com o intuito de ressucitar os valores do nacionalismo.

 A clonagem do slogan nazista foi feita pelo próprio Jair Bolsonaro.
Ela apareceu pela primeira em 1986, na revista Veja, em um artigo escrito pelo então Capitão Bolsonaro.

2° - Símbolo da supremacia
branca

Durante uma audiência no Senado, Felipe Martins, assessor internacional de Bolsonaro, faz um WP ('White Power' - Poder Branco) com a mão. O símbolo foi criado por neonazistas nos EUA.

3° - Copo de Leite

Em 1933,  a História de Agricultura do estado de Nova Iorque declarou que "de todas as raças, os arianos parecem ter sido os bebedores mais pesados de leite". Para o órgão isso tem ligação direta com o "rápido e alto desenvolvimento dessa divisão de seres humanos."

Essa relação também é mostrada em diversos filmes como 'Corra', de Jordan Peele, 'Bastardos Inglórios' de Quentin Tarantino e 'Laranja Mecânica' de Stanley Kubrick.

Nesses quase noventa anos depois da publicação, muitos movimentos supremacistas brancos adotaram o consumo de leite como superioridade ariana.

"Entendedores entenderão" - foi a frase dita pelo youtuber bolsonarista, Allan dos Santos, quando executou o chamado 'Desafio do Leite' em seu programa 'Terça Livre'.

Entenderão

Entendedores

de Auschwitz

4° - O emblema

 A frase “Arbeit macht frei” ( 'só o trabalho liberta') é o slogan do Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia. Lá, um milhão de judeus foram mortos, tornando Auschwitz o símbolo máximo do horror nazista.

 Em 2020, o emblema nazista apareceu em um vídeo de propaganda do governo federal no Twitter oficial da Presidência da República, e mereceu uma enorme reprovação.

O secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wejngarten, que tem ascendência judaica alegou que tudo não passou de coincidência.

Joseph Goebbels

5° - Imitando 

Em janeiro de 2020, o então Secretário de Cultura Roberto Alvim produziu um esquete imitando Goebbels.

Goebbels foi o Ministro da Propaganda do III Reich. Ele era um dos mais ardorosos defensores da perseguição e extermínio dos judeus.

Seu discurso assustou o mundo pelo atrevimento e pelo mau gosto. Ele acabou demitido, mas nunca o Presidente Jair Bolsonaro condenou publicamente a pantomima.

Alvin se paramentou com o penteado de Goebbels, usou uma sinfonia nazista e fez um discurso com frases inteiras copiadas do propagandista. 

Dog Whistle

É o nome dessa técnica de manipulação utilizada por Steve Bannon, estrategista de Donald Trump e também conselheiro informal da campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

Após as críticas, o autor mostra exemplos triviais de situações em que a mesma ação ocorreu sem intenção.

Essa técnica consiste em falar ou fazer absurdos de forma sutil a fim de ser criticado pela oposição, sem deixar clara a intenção de seus atos.

No filme 'Apocalypse Now', durante o bombardeio dos helicópteros no Vietnam, é tocada a música Cavalgada das Valquírias de Wagner, músico Nazista. A intenção do diretor é comparar tais atos doa EUA com o holocausto.

Exemplificação:

Alvim culpou seu acessor pelos trechos copiados de Goebbels em seu discurso, mas não se pronunciou em relação a música escolhida
e nem ao plano da câmera.

Já no discurso de Roberto Alvim que vimos anteriormente, não apenas Wagner é tocado ao fundo, mas a música escolhida era
a favorita de Hitler.

Sobre o símbolo do White Power. Filipe Martins alegou que estava ajeitandoa lapela do paletó.

No Twitter, Carlos Bolsonaro ironizou o símbolo do White Power feito por martins comparando-o ao gesto Zen de Budha feito pela Ex-BBB Juliette Freire. Outros apoiadores utilizaram imagens do próprio Budha.

Eduardo Bolsonaro também ironizou em seu Twitter a relação do leite com a supremacia branca, colocando uma foto de dois atores negros, Thaís Araújo e Lázaro Ramos, bebendo leite.

Resultado:

As reclamações da oposição ficam parecendo um exagero, uma procura de pelo em ovo - uma perseguição.

 Já o autor do ato que provocou tais reações, fica como o moderado da história e é absolvido pela justiça - o perseguido.

Essa públicidade gera um estado de raiva nos eleitores que vêem seu representante perseguido pela oposição e pela imprensa.

Clique para assistir a entevista completa

 Se quiser saber mais sobre como o bolsonarismo se inspira no nazismo de Hitler, assista à entrevista da Professora Adriana Dias no programa Despertador da TV Democracia.