Fascismo

 Segundo Humberto Eco

 11 Sinais do

 Tradicionalismo

"Vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira. Vocês não prestam!

O Culto a Tradição prega a fidelidade a uma verdade já revelada. Deus, pátria, família e propriedade regem esse valor. Fascismo e fundamentalismo sempre andam juntos.

 Repulsa ao Modernismo

Considera a conquista de direitos e a emancipação social como perversidade da ordem. Nega-se a racionalidade e, com isso, a ciência e tecnologia.

"Apenas a diplomacia, não dá. Por quê, quando acaba a saliva, tem que ter pólvora."

   Culto da Ação     pela Ação

Fazer e agir, acima de tudo. Segundo Eco, para fascistas 'pensar é uma forma de castração'. Daí a perseguição à cultura e também a...

Não aceitação do pensamento crítico

Sendo o desacordo a base do pensamento científico, qualquer divergência de pensamento é considerada modernidade. Aquele que questiona ou critica a ordem estabelecida é considerado um traidor.

Segundo Eco, por negação ao diferente, o fascista impõe a vontade do consenso e da maioria, se tornando essencialmente racista e xenofóbico.

O racismo na essência 

"Eu fui em 'um quilombola' em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas" (medida para pesar gado).

"Vamos fazer o Brasil para as maiorias. As minorias têm que se curvar às maiorias. A lei deve existir para defender as maiorias. As minorias se adequam ou simplesmente desaparecem

Nacionalismo como identidade social

O nacionalismo enxerga os que não se identificam com a patria como inimigos. Podendo ser pelo lugar de origem, como imigrantes; por se articularem com forças externas, por exemplo o 'comunismo internacional'; ou por não se enquadrarem ao padrão da nacionalidade.

Apelo aos precarizados

"Dizer a esses políticos do executivo: O que eu mais ouvi aqui é 'presidente, eu quero trabalhar'.

Um dos terrenos mais férteis para o crescimento do fascismo é a precarização no mundo do trabalho, promovido pela globalização economica e financeira. Todos os fascismos históricos obtiveram sucesso com o apelo as classes baixas que se sentem desleixadas pela política.

"Me desculpa, né? Através do voto você não vai mudar nada nesse país. (...) Você só vai mudar quando, infelizmente, nós partirmos pra uma guerra civil aqui dentro."

A vida como guerra permanente

Para o fascista, não se luta pela vida, mas vive-se para a luta. O pacifismpo é tido como conluio com o inimigo. O pacifismo é mau pois a vida é tida como guerra permanente.

O heroísmo como norma

De acordo com Eco: "Em qualquer mitologia, o “herói” é um ser excepcional, mas na ideologia Ur-Fascista o heroísmo é a norma. (...) O herói Ur-Fascista, ao contrário, aspira à morte, anunciada como a melhor recompensa para uma vida heróica. 

"Eu fui com meus três filhos. (...) Eu tenho um quinto também. O quinto eu dei uma fraquejada, né? Foram quatro homens. O quinto eu dei uma fraquejada e veio uma mulher."

Segundo Eco, o fascismo potencializa as relações de poder patriarcais em consequência da guerra permanente e a demonstração de heroísmo, não tendo lugar para sexualidades que diferenciam-se da maioria. 

O machismo como espécie de virtude.

"Nós todos aqui, sem excessão, somos aqueles que dirão pra onde o Brasil deverá ir."

O líder como intérprete único da vontade comum

"Para o Ur-Fascismo, os indivíduos como indivíduos não têm direitos e 'o povo' é concebido como uma qualidade, uma entidade monolítica que explime 'a vontade comum'. Como nenhuma quantidade de seres humanos pode ter uma vontade comum, o líder apresenta-se como seu intérprete.

Símbolos nazistas usados pelo bolsonarismo

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