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Entre vaias, insultos e aplausos, Bolsonaro visita Aparecida e é criticado por arcebispo

Jair Bolsonaro e o arcebispo Dom Orlando Brandes

Arcebispo Dom Orlando Brandes contestou política de armamento durante visita de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi recebido com vaias de críticos e aplausos de apoiadores em visita ao Santuário de Aparecida neste feriado de 12 de outubro. Policiais militares e à paisana fizeram um grande esquema de segurança e determinaram um cordão de isolamento em torno do presidente.

Ao contrário de outras ocasiões, Bolsonaro resolveu usar máscara na visita. Foi chamado de “lixo”, “assassino” e “genocida” por críticos.

O presidente também compartilhou um vídeo da visita em que é ovacionado por apoiadores.

Na saída, ele recebeu novas vaias de críticos.

Arcebispo faz crítica velada ao presidente

Em sermão, o arcebispo da cidade de Aparecida do Norte (SP), Dom Orlando Brandes, afirmou que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada” – o slogan do Governo Federal é “Pátria amada”.

“Para ser pátria amada seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, disse o religioso durante a missa das 9h, a principal do dia na Basília Nacional de Aparecida.

Brandes não citou Bolsonaro, mas contesta o armamento da população, pauta defendida pelo presidente da República.

Bolsonaro minimiza crítica de arcebispo e usa a Bíblia para defender armamento

Mais tarde, em entrevista à rádio Jovem Pan – que defende o Governo -, Bolsonaro disse não lembrar de críticas de Dom Orlando Brandes.

“Se eu me lembro, ele não falou nada lá dentro, só se eu comi mosca”, afirmou.

Na sequência, o presidente citou uma passagem bíblica para pregar o armamento da população.

“Eu quero citar uma passagem bíblica aqui: ‘Lucas 22:36 – O que não tem espada, venda a sua capa e compre uma’. Então, a bíblia fala em arma. Essa passagem tem a ver com traições, quando Judas traiu Jesus. Tem arma na Bíblia”, disse.

Por fim, Bolsonaro afirmou que “respeita a opinião” de Dom Orlando, mas discorda que armas gerem violência.

“O estado mais armado do Brasil, proporcionalmente, é Santa Catarina e é o menos violento”, afirmou.

Veja também: Senador da CPI da Covid diz que donos e diretores da Prevent Senior podem ser afastados – Leia “aqui”

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