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Testemunha afirma que agressores falaram para “não olhar” agressão de Moïse

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Uma nova testemunha prestou depoimento na investigação do assassinato de Moïse Kabagambe, o jovem congolês brutalmente espancado até a morte apenas por cobrar seu salário. Em seu depoimento à Delegacia de Homicídios da Capital, a testemunha alega que os agressores que mataram Moïse disseram para ela “não olhar” a agressão.

Segundo os agressores, o jovem estaria tentando assaltar os frequentadores do quiosque Tropicália, que Zona Norte do Rio de Janeiro, e era onde Moïse trabalhava. Eles ainda afirmam que a intenção não era matá-lo, apenas “queriam dar um corretivo”.

O depoimento foi dado na Delegacia de Homicídios na última terça-feira (01).

De acordo com a testemunha, ela presenciou as agressões por volta das 22h do dia 24 de janeiro, quando foi ao quiosque Tropicália comprar um refrigerante. Ainda segundo a testemunha, na hora da compra, ela notou que a funcionária do caixa estava nervosa, pois já tinha pedido para que os agressores parassem de bater em Moïse, mas eles não pararam.

Moïse Kabagambe foi brutalmente assassinado por um grupo de homens depois que pediu o pagamento de duas diárias atrasadas de trabalho. Moïse trabalhava como ajudante de cozinha no quiosque Tropicália, localizado na altura do posto 8, na Barra da Tijuca. Ele foi agredido pelo gerente da loja e por outras quatro pessoas.

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Moïse foi assassinado no quiosque Tropicália (Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Testemunha ainda afirma que guarda municipal negou ajuda

Após presenciar o ocorrido, a testemunha foi buscar ajudar. Ela logo encontrou dois guardas municipais que estavam na areia da praia, no entanto, eles negaram ajudar. Ao chegar ao quiosque, dessa vez acompanhada do marido, Moïse estava amarrado. Segundo ela, o marido comentou que naquele momento já achava que o jovem tinha sido assassinado.

Mesmo assim, segundo o depoimento, os agressores ainda tentaram reanimar Moïse. A testemunha pediu para que o jovem fosse desamarrado e checou sua pulsação, que estava muito fraca. Pouco tempo depois, Samu e Polícia Militar chegaram ao local. Os agressores ficaram por pouco tempo após a chegada das autoridades e logo foram embora.

Ainda de acordo com o depoimento, Brendon Alexander, conhecido como o “Tota”, o homem que imobilizou Moïse, afirmou aos membros da Samu que não sabia o que tinha acontecido com Moïse, e que o corpo estava no local há cerca de 40 minutos.

Em nota, a Guarda Municipal do Rio de Janeiro informou que  “não recebeu notificação em relação ao testemunho relatado“.

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