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Temer defende semipresidencialismo no Brasil

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O ex-presidente do Brasil, Michel Temer (MDB), defendeu a adoção de um novo modelo de sistema governista: o semipresidencialismo. As declarações aconteceram na manhã dessa quarta-feira (17) em Lisboa, Portugal, onde o político participava do 9° Fórum Jurídico. A mesa era sobre “Presidencialismo de Coalizão e Semipresidencialismo”. Ele acredita que o sistema já deveria ser implementado para as eleições de 2022.

Segundo Temer, a mudança é necessária pois, há muito tempo, se ensaiam mudanças que nunca acontecem, e o grande trunfo do seu governo foi governar junto do congresso, logo, deveria existir uma maior proximidade entre essas duas casas: “No Brasil, há muito tempo se fala em fazer uma grande reforma política, mas jamais se conseguiu levar adiante. Eu trouxe o Congresso para governar comigo não apenas porque era da nossa formação democrática […], mas o fato é que no presidencialismo você também não pode governar sem o Congresso Nacional.

No semipresidencialismo, o presidente estaria no mesmo “nível de poder” que o legislativo, sem a hierarquia que existe hoje. Então, se hoje o governo tem que negociar com a maioria do congresso, no semipresidencialismo, se ele não tiver a maioria, não existe governo.

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Michel Temer atacou o sistema presidencialista durante evento em Lisboa (Imagem: Reprodução/Youtube)

Ele acredita que o projeto deva ser implementado “o quanto antes”, mas que não vai ser tão bem aceito em um primeiro momento: “Quando o Congresso quer, ele vota. Temos até março do ano que vem, sem embargo de ter antecipado a campanha eleitoral indevidamente. […] As pessoas vão dizer que isso aqui não pode… impedir fulano e beltrano de governar. Então, marcam para 2026.”

Temer conta com o apoio de outros políticos

Ainda de acordo com Michel Temer, ele não é o único que apoia e enxerga com bons olhos o semipresidencialismo. Arthur Lira (PP), líder da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (PSD), seriam alguns dos nomes que enxergam com bons olhos o modelo de governo.

“Vamos acabar com a centralização, vamos acabar com os impeachments a todo o momento, vamos acabar com esses pedidos de impedimento. E vamos, quando modificar o governo, fazê-lo de uma maneira natural, tranquila e pacífica.”, disse Temer.

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