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Sudão sofre novo golpe de Estado; militares prendem premiê interino

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Nessa segunda-feira (25), o Sudão amanheceu sob um novo governo. Os militares do país executaram um golpe de Estado. Eles prenderam o primeiro-ministro interino do país, Abdallah Hamdok, além de outras autoridades da alta cupulado do governo vigente. Abdel Fattah al-Burhan, general com longa carreira política e que, atualmente, chefiava o Conselho Soberano, fez um pronunciamento nacional anunciando que o país estava em estado de emergência. Além disso, anunciou a dissolução do governo de transição, que era chefiado por Hamdok. Ele também dissolveu o conselho soberano.

Milhares de manifestantes foram as ruas protestar contra o golpe militar nas ruas de Cartum, capital do Sudão. Até o momento, dois protestantes foram mortos e mais de oitenta foram feridos.

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O general Abdel Fattah al-Burhan anunciou nessa segunda a dissolução do governo. (Foto: Ashraf Shazly/AFP/Getty Images)

O que é o Conselho Soberano?

O Conselho Soberano foi criado em 2019 após a queda de Omar al-Bashir, ditador que governou o Sudão por 30 anos. O objetivo do conselho era decidir quais seriam os caminhos tomados pelo país, agora que o ditador não estava no poder. Acontece que, o conselho era formado, basicamente por duas alas, uma civil e uma militar. Essas alas dificilmente conseguiam concordar sobre os rumos que deveriam ser tomados. Esse “bate-cabeça” causou diversos atritos ao longo desses últimos dois anos.

A dissolução do governo acontece pouco antes do Conselho ter de passar a liderança do país para um governo civil. Durante o pronunciamento, Burhan afirmou que eles interviram devido aos diversos conflitos internos. Ele ainda acrescentou que, em breve, eles devem nomear um novo primeiro-ministro, mas, ele vai ser alinhado aos militares.

“As Forças Armadas continuarão a completar a transição democrática até que a liderança do país seja entregue a um governo civil eleito”, afirmou o general, que também disse que a Constituição do país será reescrita.

Ele afirma que eles deixaram o poder durante as próximas eleições, marcadas para julho de 2023.

 

 

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