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Sobrinho-neto de Malafaia se casa e diz que o pastor é a “pessoa mais repugnante da Terra”

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O modelo Rodrigo Malafaia se casou na sexta-feira (04) com o cantor Leandro Bueno, que é ex-participante do programa The Voice Brasil (Grupo Globo).

Apesar do sobrenome e da ligação parental com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o modelo não considera o líder evangélico um parente, por conta da distância na árvore genealógica.

Em entrevista ao Splash, do portal UOL, Rodrigo afirma que nunca teve contato com Silas Malafaia e indica que quer dar um novo significado a seu sobrenome.

“Tenho vontade de mudar a história desse sobrenome porque tenho pavor por quem ele é lembrado. Querendo ou não somos da mesma família. Eu não queria isso, pois acho ele uma das pessoas mais repugnantes da face da Terra”, afirma Rodrigo Malafaia.

Apoiador de Jair Bolsonaro, Silas Malafaia tradicionalmente ataca homossexuais, defende a falácia da “cura gay” e já se tornou alvo da pressão de internautas por espalhar informações falsas relacionadas à pandemia da covid-19.

O pastor reagiu no Twitter ao casamento do sobrinho-neto dizendo que ter seu soobrenome não significa ser de sua minha família.

“Não possuo nem um sobrinho que vai casar com outro homem . Ter o meu nome não significa ser da minha família . Eu não sabia que tinha tanto prestígio para promover alguém . Só kkkk ESSA É A IMPRENSA DO FAKE NEWS QUE A CADA DIA PERDE CREDIBILIDADE”, afirmou o pastor.

Na entrevista ao UOL, Rodrigo Malafaia também relatou que, no início da carreira, não usava o nome Malafaia. Mas por conta da escrita difícil de seu outro sobrenome, que é Westermann, ele decidiu usar o nome que relacionado a quem considera “a pessoa mais repugnante da Terra”.

“Não vou mudar o meu nome. Eu tinha essa vergonha, mas não tenho que ter vergonha de nada”, afirma ele. “Só quero que, em vez de ser lembrado por uma pessoa que prega o ódio, eu seja lembrado por uma pessoa que prega o amor. É para isso que eu vim”.

O modelo de 31 anos cresceu em uma família tradicional e evangélica – seu irmão e pai não foram convidados ao casamento. A mãe faleceu há quatro anos.

Rodrigo Malafaia conta que chegou a chamar o pai para a crimônia de casamento anterior, que acabou adiada por conta da pandemia. Na cerimônia da última sexta-feira (04), ele não repetiu o convite por conta da posição do pai sobre relacionamentos homoafetivos.

“Eu não queria muito chamar o meu pai, até por ele não me apoiar. Mas a minha sogra e o meu marido me incentivaram a chamá-lo e aí eu montei um texto com muito cuidado para convidá-lo. Ele respondeu para eu não fazer isso com ele, não colocá-lo nesta posição. Como se eu estivesse ofendendo-o. Ele me colocou como um merda por ter chamado ele para o meu casamento. Fiquei com muita raiva e disse que não queria mais que tivéssemos uma relação depois dessa resposta”, lembra.

No final das contas, Rodrigo Malafaia se diz aliviado pela ausência de parentes homofóbicos.

“Estou aliviado que essas pessoas não estejam presentes. O meu irmão disse que até iria, mas que não seria padrinho. Ele disse que ser padrinho já seria demais. Já entendi que a minha família são os meus amigos, que são aqueles que me acolhem”, afirma. “Só quero que vá ao meu casamento quem realmente esteja vibrando por essa união. Os meus parentes acham que estou errado por ser gay”.

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