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Só 26% das crianças no Brasil têm café da manhã, almoço e jantar diários

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Entre todas as crianças de 2 a 9 anos do Brasil, apenas 26% têm café da manhã, almoço e jantar todos os dias no país. Os dados foram obtidos pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação com base em dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde.

As informações são coletadas através de formulários preenchidos com as famílias que procuram serviços de saúde.

O jornal mostrou que o índice de crianças que fazem as três principais refeições ao dia vem caindo desde 2015 – a despeito de leves subidas pontuais na taxa.

Em 2015, 76% das crianças recebiam café da manhã, almoço e jantar diários.

Em 2016, este número caiu para 42% das crianças.

Em 2017, para 46%.

E em 2018, subiu para 62%

Depois, em 2019, o dado desceu novamente para 28% e no ano passado atingiu seu menor patamar nos últimos seis anos: 21%.

Em 2021, até outubro, chegou-se nesse dado de que apenas 26% das crianças fazem as três principais refeições do dia.

O levantamento realizado pelo Grupo Globo também mostra que 85% das crianças consomem alimentos ultraprocessados. O dado supera a quantidade de crianças que comem frutas (77%) e verduras (66%).

Os alimentos ultraprocessados referem-se aos produtos que passaram por um alto nível de industrialização, com a adição de vários ingredientes, como o sal, açúcar, óleos, gorduras, proteínas de soja e extratos de carne, bem como substância sintetizadas em laboratório a partir de fontes orgânicas.

Entre os alimentos ultraprocessados mais comuns, destacam-se as bolachas, salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo, salsichas e muitos outros.

Em publicação realizada em março no site da Clínica Soma, o Dr. Deivid Calebe de Souza aponta que alimentos ultraprocessados causam prejuízos à saúde.

“Os alimentos ultraprocessados trazem vários riscos à saúde, especialmente em relação às doenças cardiovasculares (hipertensão, diabetes, AVC, entre outros). Tanto que, em muitos acompanhamentos médicos, um dos principais tratamentos é a adoção de uma dieta equilibrada e saudável”, explica na publicação.

O doutor orienta as pessoas a priorizarem alimentos naturais.

“A melhor forma de começar a mudar seus hábitos é evitando o consumo de alimentos ultraprocessados. A dica é dar preferência para produtos in natura, como as frutas, legumes e verduras orgânicos. Além disso, vale a pena procurar um tratamento nutricional personalizado, de acordo com as suas necessidades e objetivos. Para portadores de doenças autoimunes ou pacientes oncológicos, é preciso seguir uma dieta orientada, para melhor eficácia dos tratamentos.

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