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Silvio Santos terá que pagar R$ 4 milhões a Rachel Sheherazade, entenda

Rachel Sheherazade

Rachel Sheherazade venceu uma ação trabalhista contra o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), onde trabalhou como âncora do jornal SBT Brasil, de 2011 a 2020. No ano passado, Sheherazade havia entrado na Justiça contra a emissora de Silvio Santos, pedindo uma indenização de quase R$ 20 milhões por trabalho sem carteira assinada, além de assédio e danos morais. Com a vitória da jornalista, o SBT deve lhe pagar um total de R$ 4 milhões.

Segundo informações da Revista Fórum, na época do processo, Rachel Sheherazade declarou que, apesar de ter sido contratada pelo SBT como pessoa jurídica, cumpria as mesmas obrigações dos funcionários com carteira assinada. A então apresentadora foi demitida por e-mail em 2020.

Justiça entendeu que Silvio Santos foi misógino com Rachel Sheherazade

Além da questão trabalhista, Sheherazade também incluiu na ação uma indenização por assédio e danos morais, com base no episódio envolvendo a entrega do Troféu Imprensa, em abril de 2017. Na época, o Senhor Abravanel teria humilhado a jornalista, afirmando em cadeia nacional que sua contratação aconteceu por sua beleza e voz, apenas para ler notícias e não oferecer a sua opinião.

“Você começou a fazer comentários políticos no SBT e eu pedi para você não fazer mais. Você foi contratada para ler notícia, não foi contratada para dar sua opinião. Se quiser fazer política, compre uma estação de televisão e vai fazer por sua conta. Aqui não”, disse Silvio Santos à Sheherazade.

Ao argumentar que foi contratada para dar sua opinião sim, Silvio Santos rebateu a jornalista usando um discurso misógino: “Não. Chamei para você continuar com sua beleza e com sua voz para você ler as notícias no teleprompter e não foi para você dar a sua opinião”.

O juiz do Trabalho, Ronaldo Luis de Oliveira, condenou a emissora a pagar R$ 500 mil em danos morais por atos misóginos do dono do SBT contra a apresentadora. Somados aos pagamentos de 13ºs salários, férias, FGTS e outros benefícios, a sentença chega a R$ 4 milhões.
“Aparentemente, a pretexto de homenagear a apresentadora, aqui reclamante, diante de vasto público que a assistia (e ainda a assiste por plataformas digitais), o referido apresentador, de forma muito deselegante e abusiva, em comportamento claramente misógino, utilizou o seu poder patronal e de figura notória no meio artístico e empresarial para repreendê-la, em público, não somente como profissional, mas, sobretudo – como se pode concluir –, por questão de gênero, rebaixando-a pelo fato de ser mulher, a qual, segundo expressou, deveria servir como simples objeto falante de decoração”, afirmou o juiz, na sentença.

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