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Robinho é condenado a nove anos de prisão por violência sexual

robinho

A Corte de Cassação de Roma, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil e última instância da justiça italiana, confirmou nesta quarta-feira (19) a condenação do jogador Robson de Souza, mais conhecido como Robinho, a nove anos de prisão por violência sexual de grupo.

Robinho e seu amigo Ricardo Falco foram acusados de violentar uma mulher albanesa durante uma festa de aniversário em uma boate de Milão, em janeiro de 2013. Outros quatro amigos brasileiros do jogador também foram denunciados por terem participado do ato.

Sentença do jogador Robinho é definitiva e a execução da pena, imediata

A sentença de Robinho deve sair em 30 dias e é definitiva, ou seja, não cabe mais recursos, sendo a execução da pena imediata. A defesa de Robinho chegou a apresentar na manhã desta quarta-feira um último recurso, mas este foi negado pela corte italiana. Além dos nove anos de prisão, Robinho também deverá pagar uma indenização de 60 mil euros (cerca de R$ 372 mil, na cotação atual).

A sentença é definitiva, não cabe mais recurso e a execução da pena é imediata. Com a condenação, a justiça italiana poderá pedir a extradição de Robinho e Falco, mas dificilmente eles serão mandados para a Itália, pois a constituição brasileira veta a extradição de brasileiros. Desta forma, a Itália poderá pedir que eles cumpram as penas em uma penitenciária brasileira.

Agora, a justiça italiana pode pedir a extradição de Robinho e Falco, no entanto, é bem difícil eles serem mandados para a Itália, visto que a Constituição Brasileira de 1988 veta a extradição de brasileiros. Além disso, conforme destacado em reportagem do Globo Esporte, o tratado de cooperação judiciária em matéria penal entre Brasil e Itália não prevê que uma condenação imposta pela justiça italiana seja aplicada em território brasileiro.

Dessa forma, segundo o GE, é provável que os acusados sejam presos somente se realizarem viagens ao exterior. Para que isso aconteça, a Itália precisa emitir um pedido internacional de prisão que poderia ser cumprido, por exemplo, em qualquer país da União Europeia.

Em depoimento, o advogado da vítima disse que espera que o Brasil também faça justiça. “Mais de 15 juízes analisaram o caso em primeira, segunda e terceira instância e confirmaram o relato da minha cliente. Agora é preciso ver como será o cumprimento dessa pena, o Brasil é um grande país e espero que saiba lidar com essa situação”, declarou.

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