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Em carta da prisão, Roberto Jefferson diz que Bolsonaro “criou vício em dinheiro público”

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Preso desde agosto no complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, o ex-deputado, Roberto Jefferson, enviou ao jornal O Globo uma carta em que faz críticas aos até então aliados, Jair Bolsonaro (sem partido) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Jefferson afirma que ambos se viciaram em dinheiro público com influência de políticos do centrão, como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

“O presidente tentou uma convivência impossível entre o bem e o mal. Acreditou nas facilidades do dinheiro público. Esse vício é pior que o vício em êxtase. Quem faz sexo com êxtase tem o maior orgasmo ou ejaculação que o corpo humano de Deus pode proporcionar. Gozou com êxtase, para sempre dependente dele. Desfrutou do prazer decorrente do dinheiro público, ganho com facilidade, nunca mais se abdica desse gozo paroxístico que ele proporpciona. Bolsonaro cercou-se com viciados em êxtase com dinheiro público; Farias, Valdemar, Ciro Nogueira, não voltará aos trilhos da austeridade de comportamento. Quem anda com lobo, lobo vira, lobo é. Vide Flávio”, afirmou Jefferson.

Política: Fantasma de Bebianno volta a assombrar Bolsonaro

O ex-deputado não só poupa de críticas o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), como também o convida para disputar a Presidência da República contra Bolsonaro.

“Vamos convidar o Mourão. O PTB terá candidatura própria”, afirma o petebista na carta

Roberto Jefferson, porém, afirma que ainda pode apoiar Bolsonaro no 2º turno.

“Quem sabe apoiamos o Bolsonaro no segundo turno. (…) Quem souber percorrer a terceira via, vencerá a eleição”, disse o fluminense.

Na carta, Jefferson também defende os atos golpistas de 7 de setembro e afirma que Bolsonaro “fraquejou” na tentativa de Golpe de Estado.

“Todo o povo saiu às ruas para dizer, eu autorizo, não havia volta, não havia transigência com as velhas práticas. Mas por algum motivo, Bolsonaro fraquejou. Não teve como seguir. Escrevo isso insone. Não preguei meus olhos. Esse pensamento queimou minhas pestanas, não consegui fechar meus olhos e dormir. Vamos por nós mesmos” escreveu.

Roberto Jefferson segue preso no âmbito do inquérito das milícias digitais

O ex-deputado foi preso em agosto a pedido da Polícia Federal, que também realizou operação de busca e apreensão em sua casa, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A prisão foi feita no âmbito do inquérito das milícias digitais, que investiga indícios de uma suposta organização criminosa voltada a ataques à democracia.

Na decisão que autoriza a prisão, Moraes afirma que os elementos apresentados pela PF “demonstram uma possível organização criminosa – da qual, em tese, o representado (Roberto Jefferson) faz parte do núcleo político – , que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o Supremo Tribunal Federal e o próprio Congresso Nacional”.

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