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Relatório de Renan Calheiros gera briga em grupo de Whatsapp da CPI da Covid

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A decisão de adiar a entrega do relatório final da CPI da Covid começou em um racha no Whatsapp. Ao notar que veículos de imprensa publicaram trechos do relatório final da CPI da Covid, opositores do Governo Bolsonaro na comissão acusaram o relator Renan Calheiros (MDB-AL) de descumprir o acordo de que ninguém teria acesso ao documento antes deles.

Havia um acerto determinando que Renan Calheiros discutiria os pontos do relatório com outros membros da comissão na última sexta (15). O relator acataria sugestões dos demais integrantes e, nesta semana, submeteria o relatório à comissão, segundo senadores consultados pela coluna de Bela Megale, no jornal O Globo.

A decisão de adiar a entrega do relatório final da CPI da Covid começou em um racha no Whatsapp. Ao notar que veículos de imprensa publicaram trechos do relatório final da CPI da Covid, opositores do Governo Bolsonaro na comissão acusaram o relator Renan Calheiros (MDB-AL) de descumprir o acordo de que ninguém teria acesso ao documento antes deles.

Havia um acerto determinando que Renan Calheiros discutiria os pontos do relatório com outros membros da comissão na última sexta (15). O relator acataria sugestões dos demais integrantes e, nesta semana, submeteria o relatório à comissão, segundo senadores consultados pela coluna de Bela Megale, no jornal O Globo.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) foi o senador que ficou mais revoltado pelo vazamento. Acusando Renan Calheiros de não cumprir suas promessas, Aziz afirmou que não votaria o relatório sem discussão prévia.

Parte dos senadores entende que Renan Calheiros quer capitalizar o último momento de exposição da CPI da Covid, incluindo acusações de crimes contra Bolsonaro que, na visão deles, não se sustentam.

Eles querem que o relator modifique pelo menos três pontos do documento.

As sugestões de mudanças no relatório

A primeira sugestão de modificação diz respeito aos crimes de Jair Bolsonaro. Integrantes do G-7 (grupo de oposição da CPI da Covid) entendem que não é possível acusar o presidente em 11 crimes, especialmente o de homicídio qualificado.

Esta ala entende que seria mais adequado acusar o presidente de quatro ou cinco crimes relacionados às 600 mil mortes por covid-19 no país e a má condução do combate à doença.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) chegou a elaborar um “relatório alternativo” em que acusa Bolsonaro em cinco pontos: crime de responsabilidade, crime de epidemia, infração de medida sanitária preventiva, incitação ao crime e crime contra a humanidade.

Ourtos senadores entendem que o presidente também deve ser acusado formalmente de prevaricação, omissão e crime contra a saúde pública.

Divergências sobre Flávio Bolsonaro na CPI da Covid

A maior parte da CPI da Covid também considera que faltam elementos para indiciar o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) por advocacia administrativa a favor do dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximinano.

Em 2020, Flávio levou o empresário ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pedir empréstimos a outra empresa que ele controla.

Racha sobre indígenas

Ainda existe divergência sobre a acusação de que Bolsonaro promoveu um genocídio contra povos indígenas.

Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) entendem que houve descaso do Governo em relação aos povos originários, mas discordam de uma matança generalizada e intencional que configuraria genocídio, como Calheiros pretende apontar.

CPI adia entrega do relatório final

Pressionado neste sentido, o relator recuou de algumas intenções. Sem unanimidade para aprovar os pontos elencados acima, Calheiros deve fazer mudanças no texto.

A previsão é que a CPI da Covid começará a ler o relatório de mais de mil páginas na próxima quarta-feira (20).

Cumprindo este prazo, a CPI da Covid deve finalmente votar o relatório na semana que vem.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) foi o senador que ficou mais revoltado pelo vazamento. Acusando Renan Calheiros de não cumprir suas promessas, Aziz afirmou que não votaria o relatório sem discussão prévia.

Parte dos senadores entende que Renan Calheiros quer capitalizar o último momento de exposição da CPI da Covid, incluindo acusações de crimes contra Bolsonaro que, na visão deles, não se sustentam.

Eles querem que o relator modifique pelo menos três pontos do documento.

As sugestões de mudanças no relatório

A primeira sugestão de modificação diz respeito aos crimes de Jair Bolsonaro. Integrantes do G-7 (grupo de oposição da CPI da Covid) entendem que não é possível acusar o presidente em 11 crimes, especialmente o de homicídio qualificado.

Esta ala entende que seria mais adequado acusar o presidente de quatro ou cinco crimes relacionados às 600 mil mortes por covid-19 no país e a má condução do combate à doença.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) chegou a elaborar um “relatório alternativo” em que acusa Bolsonaro em cinco pontos: crime de responsabilidade, crime de epidemia, infração de medida sanitária preventiva, incitação ao crime e crime contra a humanidade.

Ourtos senadores entendem que o presidente também deve ser acusado formalmente de prevaricação, omissão e crime contra a saúde pública.

Divergências sobre Flávio Bolsonaro na CPI da Covid

A maior parte da CPI da Covid também considera que faltam elementos para indiciar o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) por advocacia administrativa a favor do dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximinano.

Em 2020, Flávio levou o empresário ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pedir empréstimos a outra empresa que ele controla.

Racha sobre indígenas

Ainda existe divergência sobre a acusação de que Bolsonaro promoveu um genocídio contra povos indígenas.

Os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) entendem que houve descaso do Governo em relação aos povos originários, mas discordam de uma matança generalizada e intencional que configuraria genocídio, como Calheiros pretende apontar.

CPI adia entrega do relatório final

Pressionado neste sentido, o relator recuou de algumas intenções. Sem unanimidade para aprovar os pontos elencados acima, Calheiros deve fazer mudanças no texto.

A previsão é que a CPI da Covid começará a ler o relatório de mais de mil páginas na próxima quarta-feira (20).

Cumprindo este prazo, a CPI da Covid deve finalmente votar o relatório na semana que vem.

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