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Rejeição da PEC 5 gera atritos entre PT, PSOL e PSB

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A rejeição da PEC 5, que pretendia alterar a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), gerou atritos entre militantes do PT e partidos aliados, como o PSOL e o PSB, por conta dos votos destas siglas contrários à proposta.

As bancadas do PT e PCdoB votaram integralmente a favor da PEC – com exceção de abstenções e faltas – enquanto 8 deputados do PSOL e 22 do PSB se posicionaram contra a medida.

Os atritos entre os partidos aliados começaram logo depois da votação, na noite desta quarta-feira (21).

Tuítes dos jornalistas Breno Altman e Leonardo Attuch que são alinhados ao Partido dos Trabalhadores, expuseram os votos do PSOL e PSB na noite anterior, gerando críticas de militantes do PT às siglas.

Respondendo Breno Altman, o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou que o partido tem uma bancada de 9 deputados – não 11, como afirmou o jornalista – e apontou que a posição da sigla “nada tem a ver com a Lava Jato”.

O também jornalista, Rudá Ricci, procurou Medeiros para pedir explicações sobre a posição do PSOL em relação à PEC 5.

À Ricci, o presidente do PSOL afirmou: “Não se faz reforma no CNMP – que defendemos e apoiamos – entregando mais nomeações ao Lira e ao Centrão. Queremos participação social do CNMP”, afirmou Medeiros.

Neste contexto de atrito, cobranças e tensão, o presidente do PSOL publicou um tuíte sugerindo que o partido vai lembrar destas críticas de militantes do PT em negociações futuras de alianças.

A deputada federal, Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que o PSOL “sempre defendeu um MP e um Judiciário mais democráticos e atentos às necessidades do povo”.

Mas o partido entende que “uma reestruturação para enfrentar esses abusos não passa por ampliar a indicação do Congresso na composição do Conselho do MP”.

“É preciso participação social e popular, ouvidoria externa e membros efetivos da sociedade civil organizada, entre outros. Portanto, o nosso voto contrário à PEC 5 é coerente com o que historicamente defendemos para avançarmos em uma Justiça cada vez mais democrática e sensível às demandas concretas da população. Seguimos ao lado dos que querem uma sociedade mais justa, igual e livre de opressões”, afirmou no Twitter.

Glauber Braga se diz voto vencido no PSOL

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), afirma que foi voto vencido em seu partido.

“Fui voto vencido na bancada do PSOL e acato a orientação de maioria. A PEC 5 não é alteração estrutural, com controle popular, etc… Mas é pequena resposta ao MP como braço do sistema penal-punitivo e todo o desastre econômico que proporcionou. Não me revolto se for aprovada”, afirmou.

Críticas a Freixo e Molon por voto contra a PEC 5

Os deputados do PSB, Marcelo Freixo (RJ) e Alessandro Molon (RJ) também foram criticados nas redes sociais pelos votos contrários à PEC 5.

Freixo deve se candidatar ao governo do Rio de Janeiro e negocia aliança com o PT para as eleições de 2022.

Os deputados ainda não comentaram a decisão de votar pela rejeição da PEC 5, mas receberam críticas de internautas em tuítes antigos que tratavam sobre outros assuntos.

Flávio Dino pede “serenidade” em meio aos atritos

Com alianças eleitorais entre partidos de esquerda sendo contestadas, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou seu perfil no Twitter para pedir “serenidade”.

“Divergências na esquerda não devem resultar em ataques que buscam deslegitimar posições ou dificultam imprescindíveis alianças futuras. Não podemos perder de vista o ENORME desafio da eleição de 2022. É preciso juntar coragem com SERENIDADE para vencer e governar bem”, afirmou Dino.

Autor da PEC, Paulo Teixeira pede que PSOL e PSB “revejam seus votos”

Em entrevista à revista Fórum, o autor da PEC que gerou o substitutivo votado nesta quinta-feira (21), Paulo Teixeira (PT-SP),

“Eu espero que esse tema seja retomado nas próximas semanas e Freixo e Molon revejam os seus votos. E o PSOL também reveja. Mesmo dentro do PSOL acho que eles têm uma divergência interna. Eu espero, pelo bem do Brasil, é que prossiga esse debate, que entendamos como início e não final, e que a relação com o Psol seja de apelo e não de reprovação”, afirmou o petista nesta quinta-feira (21)”.

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