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Randolfe chama Aras de ‘serviçal de Bolsonaro’ após intimação de Omar Aziz e Renan Calheiros

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O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi vice-presidente da CPI da Covid no Senado Federal, afirmou nesta quarta-feira (02) que o procurador-Geral da República, Augusto Aras, é um “serviçal do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A fala do parlamentar é uma reação a um pedido que o procurador-Geral realizou ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) – presidente e relator da comissão, respectivamente – sejam intimados a depor em uma notícia-crime movida pelo vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), contra a cúpula da CPI da Covid.

“Para possibilitar uma melhor análise dos fatos, faz-se mister a informação pelos representados (Renan e Aziz) para esclarecimentos”, diz o despacho assinado por Aras.

Randolfe reagiu nas redes.

“Depois de tantos crimes de Bolsonaro, não me lembro do PGR (Aras) tê-lo intimado para alguma coisa. Entretanto, contra aqueles que cumprem o papel do MP de investigar, ele cumpre seu papel de intimidação. É um pouco mais que advogado de defesa do Presidente: é um serviçal”, exclamou Randolfe.

A notícia-crime movida pelo filho do presidente da República afirma que Calheiros e Aziz cometeram “possíveis práticas de abuso de autoridade, vazamento de informação sigilosa, receptação e prevaricação”.

Segundo o vereador do RJ, que foi alvo de pedido de indiciamento da CPI da Covid junto com seus irmãos, os senadores usaram o trecho de um inquérito sigiloso sobre a organização de atos com pautas antidemocráticas contra o Supremo e o Congresso.

Carlos também afirma que a CPI atuou de forma política para atacar seu pai, Jair Bolsonaro, e define o relatório da comissão como sendo uma “peça de ficção, que divide a família do presidente da República, funcionários públicos, políticos e outros brasileiros que compartilham as mesmas ideias do presidente da República, em supostos núcleos organizados, conforme a narrativa criada pelos opositores ao Governo Federal”.

O vereador afirma ainda que a CPI da Covid deixou de investigar supostos desvios de recursos da União Federal repassados a Estados e municípios.

No STF, o caso está sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques – ministro indicado por Bolsonaro que já foi acusado de favorecer o presidente em decisões.

Carlos Bolsonaro foi acusado pela CPI da Covid

A CPIda Covid pediu indiciamento do vereador e filho do presidente da República, assim como seu pai, Jair Bolsonaro, e seus irmãos Eduardo e Flávio, em outubro do ano passado.

De acordo com os parlamentares, Carlos Bolsonaro incitou a morte de brasileiros ao divulgar notícias falsas nos momentos em que foi contrário à população se vacinar contra a Covid-19.

O relatório final da comissão indica ainda que o vereador ainda estimulou as pessoas a irem para ruas durante a pandemi.

“O problema é que ele fez isso sabendo que não deveria fazer mesmo se não fosse um vereador. Na verdade, é a falta de educação dele, a falta daquilo que ele nunca teve em casa”, afirmou o presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM).

A ala de oposição ao Governo Bolsonaro na CPI da Covid entreou o relatório final da comissão diretamente nas mãos de Aras, em outubro. Aras, na sequência, se limitou a abrir 25 “investigações preliminares”, relacionadas com os pedidos de indiciamento do relatório final.

No entanto, nenhuma delas revelou novos detalhes sobre os supostos crimes imputados, tampouco foram usadas para apresentação de denúncias formais no Judiciário contra os acusados.

Senadores levam relatório final da CPI da Pandemia para PGR e STF — Senado  Notícias
Opositores de Bolsonaro na CPI da Covid entregam relatório final ao PGR, Augusto Aras / Foto – Reprodução (Redes sociaisi)

Randolfe pressiona Aras nas redes

Na esteira das críticas que realizou pela intimação de Renan Calheiros e Omar Aziz, Randolfe Rodrigues provocou Aras em relação à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que a PGR se manifeste em até 15 dias sobre o relatório da Polícia Federal que aponta crime de Jair Bolsonaro (PL) no vazamento de um inquérito no ano passado.

“A PF concluiu que Bolsonaro cometeu CRIME ao vazar dados sigilos com nítido desvio de finalidade, para inflar fake news. E aí, Aras?”, contestou o senador usando um emoji de um rosto com monóculo.

Segundo as conclusões da PF, Bolsonaro teve participação “direta, voluntária e consciente” na divulgação de informações sigilosos que expuseram dados sensíveis da Justiça Eleitoral.

Como Bolsonaro tem foto privilegiado, contudo, a Polícia Federal não pôde indiciá-lo.

Pela lei, apenas o procurador-Geral da República pode apresentar denúncia por crime comum contra o presdente da República.

Cabe portanto a Aras analisar as conclusões da PF e decidir se denuncia ou não Bolsonaro pelo crime de violação de sigilo funcional.

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