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Operador do peculato no gabinete de Flávio Bolsonaro, Queiroz diz que será candidato a deputado federal

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Apontado pelo Ministério Público do RJ como operador financeiro da suposta organização criminosa que cometeu crimes de peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no gabinete de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o ex-assessor do filho 01 do presidente da República, Fabrício Queiroz, afirmou em seu perfil de Instagram nesta segunda-feira (17) que será candidato a deputado federal nas eleições de 2022.

Queiroz anunciou sua intenção de concorrer a cargo eletivo este ano ao responder uma nota do jornal o Dia sobre o assunto.

“Se for da vontade de Deus, vou disputar uma cadeira legislativa, sim. Apenas uma correção na reportagem: sou pré-candidato a deputado federal!”, escreveu Queiroz.

No final de 2020, Queiroz admitiu ao Ministério Público do Rio de Janeiro a existência do esquema de peculato no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. O ex-assessor, no entanto, negou na época o envolvimento do filho do presidente e de seu chefe de gabinete.

Segundo o MP-RJ, Queiroz “admitiu que havia um acordo pelo qual os assessores por ele indicados para ocupar cargos no Gabinete haveriam de lhe entregar parte de seus vencimentos”.

Como consta na denúncia do MP a Flávio Bolsonaro, “tal acordo teria sido realizado sem consulta ou anuência do então Deputado Estadual nem de seu Chefe de Gabinete, valendo-se da confiança e da autonomia que possuía”.

No entanto, após a análise da evolução patrimonial de Flávio e da mulher dele, Fernanda Antunes Bolsonaro, e a quebra do sigilo bancário de Queiroz, com movimentação de mais de R$ 2 milhões, considerada incompatível com o salário de um PM reformado, os promotores do caso entenderam na época que a justificativa de Queiroz era fantasiosa.

Para o MP, não é “crível que o referido assessor houvesse arrecadado milhões de reais em repasses de assessores da Alerj, ao longo de mais de dez anos, sem que seus superiores tivessem conhecimento do fato e nem auferido qualquer vantagem do ilícito praticado”.

A denúncia contra Flávio Bolsonaro teve revéses no Judiciário e corre risco de voltar à estaca zero.

O ex-assessor chegou a passar oito meses preso pelo suposto envolvimento no esquema e tenta retomar seu protagonismo político desde que boltou a poder sair de casa livremente. Nas manifestações golpistas de 7 de setembro, por exemplo, ele foi exaltado por políticos e militantes presntes na Praia de Copacabana (RJ).

Queiroz no PTB?

Em entrevista ao jornal O Globo na semana passada, Queiroz afirmou que negocia com o PTB uma filiação à sigla.

O ex-assessor do filho 01 de Jair Bolsonaro apontou que já tinha conversado a questão com a presidente nacional do PTB, Graciela Nienov, e que marcaria uma reunião com o deputado estadual do RJ, Marcos Vinicius Neskau, para discutir o tema.

Graciela, no entanto, negou que tenha conversado com Queiroz sobre filiação.

“Já encontrei ele. Não dá para dizer que nunca encontrei ele, mas nunca para falar de candidatura, para nada. Até porque quem trata disso no Rio é o Neskau. Eu não trato nem de (candidatura) federal nem de estadual, essa não é minha tarefa. Essa tarefa é do dirigente estadual”, afirmou a presidente do PTB.

O portal UOL procurou o PTB, que negou a existência de negociações pela candidatura de Queiroz.

O deputado estadual Marcos Vinícius também afirmou à reportagem do UOL que “não sabe de nada” sobre a possível filiação de Queiroz ao partido.

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