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PT bate o martelo e fecha apoio a Marcelo Freixo no RJ

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O ex-presidente Lula esteve em um encontro com líderes do PT no Rio de Janeiro nesta terça-feira (25) para fechar apoio ao deputado federal e pré-candidato do PSB ao governo do estado, Marcelo Freixo. As informações são do portal Extra (Grupo Globo).

Participaram do encontro o presidente da Alerj, André Ceciliano; o vice-presidente nacional Washington Quaquá, o presidente regional João Maurício e o prefeito de Maricá, Fabiano Horta.

Desde que saiu do PSOL, em junho de 2021, Freixo busca apoio do PT para concorrer ao Governo do RJ. Mas a aliança encontrou entraves nos últimos meses, principlamente diante dos impasses nas negociações entre PT e PSB, que ocorrem especialmente em São Paulo – onde o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-governador de SP, Márcio França (PSB) pretendem disputar o Governo do Estado.

A decisão do PT de apoiar Freixo, neste sentido, tem relação estreita com as negociações de SP.

Para o PSB aceitar abrir mão da candidatura de França, o PT precisou fazer um gesto de boa vontade e consolidar o apoio a Freixo – daí a decisão de bater o martelo nesta terça.

Ao mesmo tempo, em entrevistas recentes, o próprio Marcelo Freixo defende a avaliação do PT de que Fernando Haddad deve ser candidato ao Governo do Estado de SP.

“Haddad está na frente e o estado tem muita centralidade para o PT, o que eu compreendo perfeitamente. Eu sei que em São Paulo o PT não vai abrir mão, é o único lugar em que não abrirão mão, e eles têm razão para isso. O Haddad está na frente e, se ele deixar de ser candidato, os votos irão para o (Guilherme) Boulos, não para o Márcio França”, afirma o deputado. “Os argumentos que eles (petistas) utilizam têm coerência. O debate exigirá maturidade”.

O anúncio formal do apoio do PT a Freixo deve ocorrer no início de fevereiro e acaba com as possibilidades de que o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), concorra ao Governo do Estado do RJ – Ceciliano deve concentrar suas articulações para se lançar ao Senado Federal, neste sentido.

Na reunião, também foi decidido que a candidatura de Lula à presidência da República deve ser mais ampla do que as legendas inseridas nas negociações para formação de uma federação partidária.

Desta forma, os articuladores da campanha de Lula no Rj podem construir de palanques com Eduardo Paes, Felipe Santa Cruz (PSD) e Rodrigo Neves (PDT).

“Vamos iniciar as tratativas neste sentido. Para ampliar a candidatura de Lula no Rio com o apoio de todas as forças progressistas”, afirmou o presidente do PT-RJ, João Maurício, à Agenda do Poder.

PT terá maioria na federação partidária com PSB, PV e PCdoB

Além das negociações por acordos regionais – que também devem envolver estados como Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Acre – PT e PSB negociam a formação de uma federação partidária com PV e PCdoB.

Nesta quarta-feira (26),  os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, do PSB, Carlos Siqueira, do PV, José Luiz Penna, do PC do B, Luciana Santos (por videochamadas), se reuniram em Brasília para discutir federação.

Na reunião, foi decidido que o PT – maior partido dos quatro – terá maioria na assembleia-geral da federação, órgão que comandará o grupo de legendas.

O PT ficará com 27 dos 50 lugares da assembleia. Já o PSB ocupará 15 postos e as outras 2 siglas, 4 cada uma.

Segundo a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), a divisão foi feita considerando a proporcionalidade do tamanho dos partidos na Câmara dos Deputados.

“A federação vai ser um exercício de unidade política. Ela não pode servir para diminuir o peso político de uma legenda partidária. O PT é o que é pela sua história, pela sua construção, pela sua militância. Não quero que nenhum partido seja diminuído, mas também não dá para permitir que o PT seja diminuído para fazer a composição. O PT não quer hegemonismo”, disse.

Atualmente, o PT tem 53 deputados. O PSB tem 30, o PC do B, 8 e o PV, 4.

Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE), definir uma frente política e partidária é difícil mesmo sem federação. Os partidos ainda discutem como vão dividir os palanques estaduais e este é o principal entrave que pode acabar por inviabilizar uma possível composição dos partidos.

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