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Presidente do PSB cobra apoio do PT e aponta “muita dificuldade” para concretizar federação

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Nesta terça-feira (27), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o partido tem “muita dificuldade” para formar uma federação com o PT, PV, PSOL e PCdoB. Ele também colocou em cheque a possibilidade de acordo nacional com o PT, cobrando apoio do partido em cinco estados – Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As informações são do Valor Econômico.

“Em primeiro lugar, nós não vamos fazer federação com ninguém, principalmente com o PT, antes de ter um acordo geral sobre os apoios que nós precisamos do PT. Em segundo lugar, a rigor, nós não precisamos de federação alguma para disputar as eleições”, disse Siqueira. “Nós admitimos a hipótese de federação como uma forma de valorizar a unidade das forças de esquerda, mas estamos tendo muita dificuldade até o momento para se concretizar”.

Há semanas, PSB, PCdoB, PSOL, PV e PT estudam formar uma federação partidária entre si para as eleições de 2022. A proposta foi apresentada pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e voltará a ser discutida em fevereiro.

As federações têm abrangência nacional e diferem de coalizões, que são estaduais e podem variar de um estado a outro. Após formada, a estrutura de uma federação deve ser mantida por um período mínimo de quatro anos.

Acordo PT-PSB se enfraquece

O acordo nacional entre PT e PSB vive um especial impasse em São Paulo, onde tanto o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), quanto o ex-governador Márcio França (PSB) pretendem disputar o cargo de governador do Estado – em situação que colocaria dois partidos aliados competindo entre si.

Nenhum deles pretende abrir mão da candidatura para apoiar o outro, como foi exigido pelo PSB.

Neste sentido, o presidente do PSB queixou-se da falta de resposta do PT sobre as “demandas” de seu partido.

“Aliança pressupõe acordo entre partes e temos disposição para fazer esse acordo, mas isso pressupõe a reciprocidade de ambos os lados. Há muitos meses colocamos para o PT as demandas do PSB e até agora não tivemos resposta sobre nenhuma delas”, queixou-se Siqueira. “O PT deve pensar, refletir bem e decidir qual é seu plano central, seu objetivo principal, se é eleger Lula na Presidência ou se é disputar com seu principal aliado os governos estaduais”, afirmou.

As negociações entre PT e PSB são tratadas com frequência na imprensa pela possibilidade de que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (sem partido), se filie ao partido para concorrer às eleições de 2022 como vice de Lula.

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