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Pré-candidato do PSDB, Doria fala em “possível” aliança com Moro

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Após vencer as prévias do PSDB e se tornar pré-candidaro do partido para as eleições presidenciais de 2022, o governador de São Paulo João Doria falou neste domingo (28) de uma “possível” aliança com o ex-ministro Sergio Moro e fez elogios à senadora Simone Tebet (MDB-MS) e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

“É possível. Eu tenho boas relações com Sérgio Moro e tenho respeito por ele, não haveria nenhuma razão para não manter relações com alguém que ajudou o Brasil, com alguém que contribuiu com a Lava Jato, assim como Simone Tebet, uma brilhante senadora, e o senador Rodrigo Pacheco, com boa postura e equilíbrio”, disse o tucano em entrevista à CNN Brasil.

O governador de SP busca viabilizar sua candidatura em um espectro político de centro-direita – chamado de “terceira via” – que se diz crítica a Lula e Bolsonaro e já conta com uma série de candidatos à Presidência.

Além de Doria, de Moro, Tebet e Pacheco, são pré-candidatos da terceira via o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e Luis Felipe D’Avila (Novo).

Ainda falando à CNN, Doria disse que já iniciou e vai manter conversas com alguns pré-candidatos nas próximas semanas.

“Temos que estar juntos para termos projetos para os brasileiros. Não vejo condições de um projeto do PSDB, mas um projeto de Brasil. Temos que ter humildade, capacidade, bom diálogo e propostas claras e objetivas”, afirmou.

Doria venceu as prévias do PSDB com 53,99% dos votos dos filiados, superando o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que teve 44,66% dos votos, e o ex-senador Arthur Virgílio (AM), que ficou com 1,35% dos votos dos cerca de 30 mil tucanos.

Na noite de sábado (27), Moro enviou uma mensagem a Doria para parabenizá-lo pela vitória nas prévias. Segundo relatos obtidos pela Folha, a conversa foi breve e o governador de SP convidou o ex-ministro do Governo Bolsonaro para um encontro – a data deve ser acerada mais adiante.

Doria critica Bolsonaro e Lula

Na entrevista à CNN, Doria diz que o Governo Bolsonaro foi “genocida” por negligenciar vacinas à popoulação.

“Trouxemos a vacina para os brasileiros, negligenciada pelo governo federal, esse governo genocida, responsável por uma parcela desses 613 mil brasileiros que perderam suas vidas”, afirmou. “Jair Bolsonaro vendeu um sonho e entregou um pesadelo. O nosso Brasil se transformou da discórdia, da desunião, do conflito, da briga entre familiares e amigos, da arrogância política, e da violência contra a impressa, jornalistas e intelectuais. Ficamos presos em um circulo danoso a vida do país”.

Em 2018, Doria apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência usando o slogan “Bolsodoria”. Há seis meses, o governador afirmou que se arrependeu “amargamente” de ter criado e usado o termo BolsoDoria.

À CNN, o tucano ainda afirmou que os ex-presidentes do PT, Lula e Dilma, foram responsáveis pelo “maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país”.

“Os governos Lula e Dilma representaram a captura do estado, no maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país. Eu não esqueço isso. E Lula se prepare nos debates, porque eu vou cobrar isso de você e daqueles que roubaram dinheiro público no Brasil. Você não terá em mim alguém complacente nos debates, na discussão e na campanha”, afirmou.

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