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Polícia prende três homens pelo assassinato do congolês Moïse

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Nesta terça-feira (01), a Polícia prendeu três homens pelo assassinato do congolês Moïse Kabagambe, cometido no último dia 24, em um quiosque na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Os detidos devem responder por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel.

Um dos presos, segundo a polícia, é vendedor de caipirinhas na praia efoi identificado como Fábio Silva . Ele confessou que agrediu o congolês com um pedaço de madeira e estava escondido na casa de parentes.

O segundo preso pelo crime é Alisson Cristiano Alves de Oliveira, de 27 anos, que admitiu ter cometido as agressões que resultaram na morte do congolês. Na tarde desta terça, ele se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) e foi levado para a Delegacia de Homicídios do Rio, que investiga o caso.

Em vídeo, Alisson afirma que “ninguém queria tirar a vida dele” e relata que o grupo de agressores foi “defender o senhor” de um quiosque do lado, com quem Moïse supostamente teve “um problema”, segundo Alisson.

“Eu sou um dos envolvidos na morte do congolês. Quero deixar bem claro que ninguém queria tirar a vida dele, ninguém quis fazer injustiça porque ele era negro ou alguém devia a ele. Ele teve um problema com um senhor do quiosque do lado, a gente foi defender o senhor e infelizmente aconteceu a fatalidade dele perder a vida”, disse Alisson.

A identidade do terceiro preso não foi revelada pela polícia.

O dono do quiosque Tropicália, onde Moïse trabalhava, também prestou depoimento na terça – e não teve a identidade revelada. A defesa alega que ele não conhece os agressores.

O proprietário também nega que devia dihneiro para o congolês – segundo a família de Moïse, ele foi assassinado após cobrar uma dívida de R$ 200 do proprietário do quiosque. O corpo dele foi achado amarrado em uma escada do estabelecimento.

A defesa do dono do quiosque afirma ainda que ele estava em casa no momento do crime e que apenas um funcionário do estabelecimento estava no local no momento das agressões que resultaram no homicídio.

Segundo o delegado Henrique Damasceno, da Delegacia de Homicídios, seria pedido à Justiça que os três fossem mantidos presos nesta fase da investigação.

A polícia apreendeu uma barra de madeira que foi usada no crime e acabou descartada em um mato perto do quiosque, segundo Damasceno. O delegado informou ainda que as pessoas que agrediram e mataram Moïse não trabalhavam no quiosque.

 

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