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Polícia faz operação contra milícias no RJ e resgata vítima que seria queimada viva

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Uma força-tarefa formada por equipes da Polícia Militar e da Corregedoria da PM do Rio de Janeiro realizou uma operação de combate à milícias nesta terça-feira (16), na Zona Oeste da capital carioca, que impediu que uma vítima fosse queimada viva na favela do Jesuítas, em Santa Cruz.

Agentes apreenderam galões de combustível que seriam utilizados pelos milicianos no homicídio. Com a chegada dos policiais, os criminosos fugiram antes de executar a vítima. A pessoa foi salva e passa bem.

Segundo a Polícia Civil, o assassinato iria ocorrer na frente da casa de Danilo Dias Lima, o Tandera, que é criado na região e disputa o domínio de outros territórios da Zona Oeste do RJ com a milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho.

As ações estão concentradas nas comunidades do Saçu, da Caixa D’Água e do Dezoito, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte, e no Morro da Barão e nas favelas Covanca, Bateau Mouche e São José Operário, na Praça Seca, em Jacarepaguá. Zona Oeste do Rio.

A operação ocorre um dia após um miliciano oferecer R$ 100 mil semanais a policiais do 24º BPM (Queimados) para que os agentes colaborassem com ações criminosas. O criminoso estava no regime semiaberto e foi preso em flagrante e conduzido à 48ª DP (Seropédica).

Oito pessoas foram presas até às 12h na operação. Um dos detidos é Fagner Penha da Silva, conhecido como Artilheiro, que era responsável por cobrar dívidas e realizar homicídios de pessoas inadimplentes, na época em que Wellington da Silva Braga, o Ecko, comandava o grupo paramilitar.

Ecko foi morto em junho de 2021. Após sua morte, Artilheiro virou segurança particilar de Zinho, irmão do miliciano morto, que assumiu o controle sobre a maior milícia no Rio de Janeiro.

A Delegacia de Serviços Delegados (DDSD) também prendeu outras quatro pessoas e interditou estabelecimentos de venda irregular de gás e provedores clandestinos de internet que trabalhavam com o grupo miliciano.

Entre os crimes investigados pela força-tarefa responsável pela operação, constam condutas delituosas típicas de milícias, como cobraça irregular de taxas de segurança e moradia (onde cidadãos são ameaçados ou viram alvo de violência física caso neguem pagar a taxa); instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e Internet; transporte alternativo irregular, entre outros crimesitas.

As milícias no Rio de Janeiro são grupos paramilitares que comandam territórios no estado e são formadas principalmente por policiais militares, ex-policiais militares, agentes penitenciários, policiais civis, bombeiros, entre outros.

Este tipo de operação de combate às milícias vem se repetindo desde o iníco no ano na região e conta com apoio de informações levantadas pelo Disque-Denúncia.

Milícia atacou postos na semana passada

Segundo a polícia, criminosos da milícia comandada por Zinho foram responsáveis pelos incêndios em dois postos de Santa Cruz, realizados na última quinta-feira (11).

ssoa queimada vivaOs incêndios nos postos supostamente foram determinados pelo próprio Zinho e tinham como objetivo forçar que comerciantes da região pagassem as taxas para seu bando e não para o grupo paramilitar rival, comandado por Danilo Dias Lima – Danilo Tandera.

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