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Petistas e tucanos se unem contra Bolsonaro

manifestacao fora bolsonaro

Por Rafael Bruza

Militantes e líderes petistas e tucanos prometem esquecer as divergências histórias para estar estarem juntos na maior manifestação de protesto contra o Presidente Jair Bolsonaro. A união  se dará em torno de diferentes ds bandeiras comuns contra o autoritarismo e incompetência do genocida. É isso que esperam organizadores para os atos Fora Bolsonaro de 2 de outubro.

Esquecendo divergências, as manifestações devem unir políticos que rivalizam nas eleições: Ciro Gomes (PDT, Fernando Haddad (PT) e quadros do PSDB prometeram presença nos atos e podem dividir o mesmo palanque.

Até políticos do PSL (partido que elegeu Bolsonaro em 2018) prometem ir às ruas contra o Governo que ajudaram a eleger.

Guilherme Boulos (PSOL) também estará presente, assim como siglas de centro-direita – DEM, PSDB e MDB. 

“Fomos em todos os outros atos. A nossa posição foi participar de todos os atos a favor da vida e da democracia, contra esse governo genocida do Bolsonaro”, disse Fernando Alfredo, presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo.

As manifestações de 2 de outubro

O protesto está confirmado em 251 cidades e 16 países, de acordo com movimentos participantes da organização dos atos.

O protesto na Avenida Paulista começa às 13h na altura do MASP (Museu de Arte de São Paulo). 

Os organizadores reforçam a necessidade de adoção de medidas de segurança contra a pandemia causada pelo coronavírus, com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social. Informações sobre o ato podem ser obtidas no site da organização.

A programação deixa evidente como a mobilização cresceu e ganhou uma proporção nacional. Ou tiramos o presidente do cargo ou continuaremos vendo aumentarem o desemprego, a fome e a miséria. A crise só piora com os desmandos de Bolsonaro e sua família”Raimundo Bonfim, um dos líderes do ato.

Representantes de centrais sindicais e movimentos, como o Direitos Já, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Acredito, UNE e Coalização Negra por Direitos, também confirmaram presença na manifestação de SP.

Protesto em momento de desgaste do Governo

A manifestação é feita num momento em que o Governo Bolsonaro sofre recordes de rejeição.

Pesquisa do PoderData realizada no final de setembro mostra que 58% da sociedade considera o desempenho pessoal de Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”. É a maior taxa de reprovação do Governo Bolsonaro até agora, relacaionada com as ameaças e caos institucionalizado gerado nas maniestações bolsonaristas de 7 de setembro, junto com as recentes denúncias da CPI da Covid, relacionadas com a gestão de Bolsonaro na pandemia.

E o Impeachment? – Análise

Os mais de cem pedidos de Impeachment do atual presidente, por outro lado, continuam no mesmo lugar: a gaveta do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). 

Deputados consultados pela TV Democracia nas últimas semanas indicam que fatos novos – como denúncias da CPI da Covid – e a repercussão das manifestações de 2 de outubro podem mudar o quadro do Impeachment.

Controlando R$ 11 bilhões em emendas parlamentares, Arthur Lira dá sinais de que não vai trair Bolsonaro iniciando um processo de Impeachment.

Porém, como avalia o deputado Fabio Trad (PSD-MS), o centrão não vai levar o caixão e ser enterrado com Bolsonaro, caso a rejeição ao Governo continue aumentando – diante da enorme alta nos preços de produtos comuns, por exemplo.

Pelo histórico deste bloco no Congresso, é mais provável que o centrão leve o caixão presidencial até a cova e o deixe por lá, procurando conversar (e, principalmente, negociar) com o novo mandatário.

Mas isto, só o tempo dirá.

 

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