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Pessoas não vacinadas e com dose atrasada são 88% dos internados no RJ

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No Rio de Janeiro, 88% das pessoas internadas em hospitais da rede municipal de saúde com covid-19 não tomaram nenhuma dose da vacina ou não completaram o esquema vacinal contra a doença – ou seja, estão com a segunda ou terceira dose em atraso.

Dos 821 internados com a doença, 46% não tomaram nenhuma dose da vacina – há duas semanas, esse índice era de 38%. A proporção sobe aos 88% quando se incluem pacientes com o esquema vacinal incompleto.

A ocupação de leitos destinados ao tratamento de covid-19 explodiu na cidade do RJ, saltando de 1,7% para 65% nas últimas três semanas, em meio ao avanço da variante ômicron.

Na cidade do RJ, 82,1% da população já tomou as duas doses da vacina. O índice sobe para 97,8% considerando apenas maiores de 18 anos.

Portanto, pessoas não vacinadas são minoria na população, mas representam quase metade (46%) dos internados na rede municipal do RJ.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ressalta que a rede de saúde municipal do RJ é pressionada por “uma parte considerável da população que ainda não recebeu a dose de reforço e outra parcela que nem foi vacinada”.

Em entrevista à BBC Brasil, o diretor médico do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, Roberto Rangel, relatou que pessoas internadas com covid-19 estão pedindo para receber a vacina contra a doença.

“Os que estão internados e não se vacinaram estão pedindo pelo imunizante, com a ideia ansiosa de que podem melhorar instantaneamente. Depois que a pessoa vivencia a doença e vê o que ela pode causar, é comum que mudem de ideia sobre a vacinação”, afirmou o médico.

O Brasil vem batendo recordes de transmissão diária de covid-19 nas últimas semanas. Foram 224.567 casos de Covid-19 registrados em 24h, nesta quarta-feira (26) — um novo recorde desde o início da pandemia (o anterior foi no último 19 de janeiro, quando o país havia registrado 204.854 casos da doença).

Segundo especialistas em saúde, o avanço da vacinação impede que as infecções evoluam para óbitos.

Em nota técnica, pesquisadores da Fiocruz afirmam que “a situação está nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia” e que a transmissibilidade da ômicron “gera números expressivos que pressionam o sistema de saúde” e com pacientes que necessitam de internação em UTIs.

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