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Padre critica “ditadura da imbecilidade” de Bolsonaro e a “corja miserável que está sangrando nosso país”

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Durante missa em Taibira (PE), o padre Luis Marques Ferreira fez críticas ao Governo Bolsonaro e à “corja miserável que está sangrando nosso país”.

“Eu aprendi que a gente mora em um país tupiniquim infelizmente mal educado”, lamenta. “Um país que elege um homem que não lê um livro, que não consegue recitar um verso, que coloca pessoas para trabalhar em um ministério achando que uma pessoa com deficiência física visual atrapalha. Uma pessoa que ri e desdenha da dor humana: isso não é meu país”.

A fala é uma resposta a declarações do ministro da Educação, Milton Ribeiro. Em agosto, o ministro afirmou que crianças com deficiência “atrapalham” o ensino dos demais estudantes e, em alguns casos, ser “impossível a convivência.

O padre critica também a “ditadura da imbeciblidade” e a “corja miserável que está sangrando nosso país”.

“Infelizmente sou obrigado a conviver, a ouvir asneira e a viver na ditadura da imbecilidade neste país. Ouvir besteiras todos os dias. Isso não constrói. E pior de tudo: (vindo) de pessoas que tiveram oportunidade de ir a uma universidade. É triste. É meu país. Mas não me representa essa corja miserável que está sangrando nosso país”, afirmou, gerando aplausos do público presente.

No discurso, ele também lista uma série de personalidades que o representam.

“O país que eu acredito e sempre acreditei é o pais dos que se organizaram como as mulheres de Tejucupapo, eu acredito no meu pais de Antônio Conselheiro, eu acredito no pais de Barbosa Lima Sobrinho, eu acredito no país de João Cabral de Melo Neto, de José Lins do Rêgo e também de Ariano Suassuna. Eu acredito no pais de Dom Francisco”.

Críticas e aplausos ao padre

Nas redes sociais, o discurso do padre Luis Marques Ferreira gerou apoio e críticas de internautas.

Alguns elogiaram a fala do religioso.

Outros internautas desaprovaram as declarações.

Religioso pró-vacina

No começo do ano, o padre Luis Marques Ferreira criticou profissionais de saúde que se recusaram a tomar a vacina contra a covid Coronavac em Serra Talhada (PE).

Dias antes, a secretária de Saúde da cidade, Alexandra Novaes, afirmou que alguns profissionais de saúde haviam recusado doses do imunizante, apesar de terem prioridade na vacinação, na época.

“Como é que médico e enfermeiros, porque estão alinhados ideologicamente com um governo, tomam uma decisão na contramão de salvar vidas?” – disse. Ele ainda vez a referência ao slogan bolsonarista “Deus acima de todos”, dizendo que muitos pregam, mas que Deus não aprova determinadas atitudes de quem usa Deus para práticas na contramão.

“A Igreja não pode calar sobre isso”, disse.

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