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Ômicron: três doses da Pfizer neutralizam nova variante

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Segundo a Pfizer-BioNTech, empresa farmacêutica americana e uma das principais fabricantes de imunizantes contra o Coronavírus, três doses da sua vacina são necessárias para oferecer proteção total contra a nova variante do Covid-19, a Ômicron. Mesmo essa informação sendo extremamente positiva, a empresa também notificou que apenas duas doses não garantem proteção completa, mas já oferecem proteção contra casos graves da doença.

Segundo apuração do DW, as informações divulgadas pela farmacêutica vão de encontro com declarações de Michael Ryan, especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Alex Sigal, cientista sul-africano do Instituto de Pesquisas em Saúde da África (AHRI). De acordo com estudo deles, apenas duas doses da vacina garantiam uma menor proteção contra a Ômicron, sendo necessária uma terceira para garantir proteção total contra a variante.

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Três doses são necessárias para garantir proteção contra Ômicron | Foto: Pixabay

De acordo com a fabricante, tomar três doses da vacina resulta em um grande aumento de anticorpos que neutralizam a doença. As três doses estariam para a Ômicron como duas estavam para variantes anteriores, como a Delta. Ainda segundo a Pfizer, o grupo de pacientes que recebeu apenas duas doses da vacina apresentou uma eficácia 25 vezes menor contra a nova variante, indicando que a terceira dose realmente aumenta a imunidade contra a nova cepa.

A empresa ainda afirmou que deve trabalhar em uma vacina adaptada para tratar à Ômicron.

Ômicron, a nova variante, é 2,4 vezes mais propensa a reinfecções

Segundo cientistas da Universidade Stellenbosch, da África do Sul, a Ômicron tem 2,4 mais chances de reinfectar pessoas que já foram infectadas pela doença em algum momento anterior.

O cálculo foi realizado com dados cedidos pelo governo da África do Sul, os primeiros a detectar e notificar a OMS a respeito da nova variante. São 2,8 milhões de infecções registradas (no total, contando todas as variantes) e 35.670 são reinfecções.

De acordo com o estudo realizado pelos cientistas, durante a segunda onda e terceira onda, estimuladas pelas variantes Beta e Delta, respectivamente, o risco de infecção era de 0,7%. Com a nova variante, esse número aumentou e saltou para 2,4%, a maior taxa de reinfecção de toda a pandemia.

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