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Ômicron: risco de reinfecção é 2,4 vezes maior

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Foram divulgadas novas informações sobre a nova variante do Coronavírus, a Ômicron. Segundo cientistas da Universidade Stellenbosch, da África do Sul, a nova cepa, em comparação ao vírus original da Covid-19, tem 2,4 mais chances de reinfectar pessoas que foram infectadas pela doença em algum momento anterior.

O cálculo foi realizado com dados cedidos pelo governo da África do Sul, os primeiros a detectar e notificar a OMS a respeito da nova variante. São 2,8 milhões de infecções registradas (no total, contando todas as variantes) e 35.670 são reinfecções.

Segundo a análise realizada pelos cientistas, durante a segunda onda e terceira onda, estimuladas pelas variantes Beta e Delta, respectivamente, o risco de infecção era de 0,7%. Com a nova variante, esse número aumentou e saltou para 2,4%, a maior taxa de reinfecção de toda a pandemia.

Em entrevista coletiva realizada nessa sexta-feira (03), Anne von Gottberg, microbiologista clínica do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD), disse que apenas a proteção anterior (por ter contraído o vírus em outro momento) não garante proteção contra a nova variante, no entanto, ela pode ajudar a não desenvolver um caso mais grave. “espero que forneça proteção contra doenças graves, internações hospitalares e morte”, disse a microbiologista.

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Ômicron é mais propensa a reinfecções (Imagem: Reprodução)

Ainda não existem registros de mortes causadas pela Ômicron

Mesmo com o mundo se fechando e o medo da nova variante aumentando, por enquanto, nenhum caso de morte causada por ela foi registrado. A revelação foi feita pelo porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier, durante uma entrevista coletiva em Genebra, na Suíça, nessa sexta-feira (03).

“Ainda não vi relatos de mortes relacionadas à Ômicron”, afirmou Lindmeier. Ele ainda fez uma recomendação as empresas que desenvolvem vacinas contra Covid: “É muito recomendável que os fabricantes de vacinas já comecem a planejar com antecedência e planejem a probabilidade de ter que ajustar a vacina existente”, e completou: “Quanto mais os países continuarem testando as pessoas e olhando especificamente para a variante Ômicron, encontraremos mais casos, mais informações e, espero que não, possivelmente mortes”.

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