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MST faz tuitaço contra reintegração de posse do Acampamento Marielle Vive

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O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra realiza nesta sexta-feira (03) uma campanha no Twitter contra o despejo de 450 famílias que vivem no Acampamento Marielle Vive, em Valinhos, região metropolitana de Campinas (SP).

“Começou o tuitaço em defesa do Acampamento Marielle Vive! O Acampamento Marielle Vive, em Valinhos (SP), tem uma história de mais de 3 anos de cuidado do meio ambiente e produção de vida!”, escreveu o movimento citando a hashtag #MarielleViveFica. “Denuncie o que está acontecendo no Acampamento Marielle Vive, em Valinhos (SP). Despejo da pandemia é CRIME!”.

No dia 23 de novembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a reintegração de posse no acampamento do MST atentendo pedido da Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários, que detém os registros cartorários de propriedade da área.

“A decisão (do Judiciário) é gravíssima frente aos direitos fundamentais principalmente considerando a vigência da pandemia, afirma o movimento. “A fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários, local onde está o Acampamento Marielle Vive, comete crime constitucional há anos, não cumprindo a função social da terra”.

O movimento alega que a ordem de reintegração de posse – ainda não executada pela Polícia – contraria a a Lei 14.216/21, que foi promulgada pelo Congresso Nacional em outubro e suspende até 31 de dezembro os despejos forçados por conta da pandemia de covid-19 no país.

As famílias vivem no Acampamento Marielle Vive há quase 4 anos. Elas afirmam que a fazenda estava em situação de abandono e improdutividade, em 2018.

“Quando a gente entrou, era puro pasto sem nenhum gado, tudo abandonado. E a gente transformou o local, e segue transformando. Hoje é completamente verde, dá pra ver nas fotos”, afirma uma moradora do Marielle!

A empresa resolveu reivindicar a propriedade na Justiça após os agricultores do MST ocuparem a área.

Em setembro de 2020, o desembargador José Tarciso Beraldo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, chegou a suspender a reintegração de posse devido à pandemia de covid-19.

Mas a decisão foi revertida no final de novembro e, desde então, as famílias do Acampamento Marielle Vive correm risco de ser despejadas.

Na manhã desta sexta, internautas já fizeram centenas de tuítes dentro do tuitaço em defesa das famílias do MST e da suspensão da reintegração de posse.

 

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