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MP de Angola defende condenação de quatro bispos da Igreja Universal

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Promotores do Ministério Público de Angola reiteraram nesta quinta-feira (17) pedidos pela condenação de quatro bispos da Igreja Universal do Reino de Deus acusados e indiciados em maio pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A sentença do caso deve sair no próximo dia 10 de março. Os acusados correm risco de ser presos, segundo a coluna de Ricardo Feltrin no portal UOL.

Entre os alvos do Ministério Público de Angola, que foram indiciados oficialmente em maio de 2021, está Honorilton Gonçalves, ex-chefão da TV Record e braço-direito de Edir Macedo, que é fundador e líder da Igreja Universal. Também foram indiciados na época Antonio Miguel Ferraz, Belo Kifua Miguel e Fernando Henriques Teixeira – este último ex-comandante da Record em Angola e é acusado de ter usado a emissora para lavagem de dinheiro.

Todos negam as acusações.

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola informou ter recebido, no dia 3 de dezembro de 2019, várias denúncias contra membros da ala brasileira da Universal do Reino de Deus, subscritas por mais de 300 membros da instituição, incluindo bispos e pastores.

Há anos, os bispos são acusados no país de formação de quadrilha internacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também há acusações que não chegaram ao Judiciário, como a denúncia de que bispos brasileiros obrigaram pastores angolanos a fazer vasectomia – prática que também foi aplicada pela Igreja Universal no Brasil e gerou condenação contra a IURD no judiciário brasileiro.

Diante das acusações criminais, a direção angolana da Igreja Universal rachou com a sede brasileira em 2019 e assumiu o comando da entidade na nação africana fazendo acusações criminais contra aliados e representantes da IURD.

Desde então, a TV Record, que pertence ao bispo Edir Macedo, deixou de ser transmitida no país. Autoridades angolanas também fecharam templos no ano de 2020, e expulsaram em abril de 2021 mais de 50 pastores e bispos da IURD. Todos estão proibidos de pisar o país outra vez.

Os quatro bispos denunciados à Justiça de Angola, a sua vez, foram impedidos de deixar o país e podem ser punidos meramente com a deportação.

Desde que a crise começou em Angola, a Igreja Universal afirma que vê os atritos entre brasileiros e angolanos com extrema preocupação e apontam que o caso envolve “perseguição religiosa”.

A IURD também afirma que o Ministério Público de Angola atua com parcialidade e preconceito.

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