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Fome: Moradores procuram comida em caminhão de lixo no Ceará

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Viralizou nas redes sociais neste domingo (17) o vídeo em que um grupo de pessoas procura alimentos dentro de um caminhão de lixon a porta de um supermercado no Bairro Cocó, área nobre de Fortaleza.

As imagens foram gravadas pelo motorista de aplicativo, André Queiroz, no último dia 28 de setembro, e divulgadas no fim de semana.

“Pois é, muito triste. Existem cenas como essa sempre naquela região. Sempre vejo, mas não como essa daí. Por isso resolvi filmar. É bem impactante”, afirmou André Queiroz ao G1. “É isso aí que você vê no vídeo. Faz pena ver essas pessoas nessa situação humilhante. São idosos e até crianças, algumas vezes. As crianças chegam a entrar no caminhão. Os próprios lixeiros ficam sensibilizados. Alguns chegam até ajudar”.

Segundo o motorista, antes da pandemia as pessoas faziam buscas no local procurando materiais recicláveis para vender, como papelão, caixas e plásticos. Depois que a covid-19 se espalhou, cenas deste tipo es tornaram mais comuns.

“Eram catadores que procuravam material para ser reciclado. Hoje o que vemos aqui é gente atrás de se alimentar. Eles pegam tudo. Hortaliças, mortadela, pão vencido e também as frutas. Uma cena de cortar o coração”, lamenta o funcionário.

No Teitter, internautas comentaram as cenas.

Metade dos lares teve insegurança alimentar em 2020; 19 milhões passaram fome

Uma pesquisa divulgada em maio estudo inédito da Rede Penssan aponta que 19 milhões de brasileiros relataram ter passado fome em 2020, enquanto metade dos lares do país sofreu algum tipo de insegurnaça alimentar.

À CNN Brasil, a nutricionista e vice-coordenadora da Rede Penssan explicou que existem três níceis de insegurança alimentar.

“A escala brasileira de segurança alimentar mede nos domicílios a situação de segurança alimentar, que é o acesso aos alimentos. Há três níveis de insegurança: a leve, quando existe a preocupação de faltar dinheiro para comprar comida; a moderada, quando há alteração qualitativa e quantitativa para manter um certo padrão; e a grave; quando já não há proteção e adultos e crianças passam uma precariedade total nos acessos aos alimentos”, disse ela.

Participaram do estudo 2.180 domicílios brasileiros das cinco regiões do Brasil, entre 5 e 20 de setembro de 2020 – ainda durante vigência do auxílio emergencial.

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