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Ministério da Saúde reafirma segurança da vacina da Covid em crianças

queiroga

Uma nova nota técnica assinada pela secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, e enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma, mais uma vez, que a dose pediátrica da vacina é segura, e que a vacinação em crianças de 5 a 11 não tem riscos. A nova nota vai, novamente, contra as falas mentirosas do atual chefe do Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, e do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), que afirma que ainda existe uma enorme “interrogação” na questão da vacinação. Desde o início da pandemia, uma criança morreu por conta da Covid-19 a cada dois dias. Essas mortes poderiam ser evitadas pela liberação da vacinação, mas Bolsonaro, desesperado, insiste em agradar seu número cada vez menor de eleitores.

motociata bolsonaro
Bolsonaro dificulta vacinação infantil | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Antes de recomendar a vacinação (contra a) Covid-19 para crianças, os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria de segurança foi identificada, afirma Melo na note técnica, divulgada com o objetivo de desmentir as falas do presidente. Ela ainda ressalta que a análise técnica realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi realizada de “forma rigorosa e com toda a cautela necessária“.

A nota ainda afirma: “As vacinas (contra a) Covid-19 estão sendo monitoradas quanto à segurança com o programa de monitoramento de segurança mais abrangente e intenso da história do Brasil“.

Cronograma de vacinação deve ser apresentado no dia 5 de janeiro

A nota, além de desmentir afirmações do presidente e de Queiroga, também tem como objetivo subsidiar a posição da Advocacia-Geral da União (AGU) numa ação movida pelo PT no STF, que cobra um cronograma vacinal para a imunização infantil. Ricardo Lewandowski, ministro do STF, determinou que um cronograma deve ser montado e apresentado até o dia 5 de janeiro. Além disso, Lewandowski pediu esclarecimentos do Ministério da Saúde sobre a decisão de que as crianças só sejam vacinadas após pedido médico.

 

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