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Ministério da Saúde manifestou interesse por doses da CoronaVac

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De acordo com o Instituto Butantan, o Ministério da Saúde teria manifestado interesse em comprar doses da vacina CoronaVac para incluir no Programa Nacional de Imunização (PNI), na intenção de vacinar crianças de 6 a 11 anos no Brasil. A manifestação de intenção acontece um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso do imunizante em crianças em adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Atualmente, o estado de São Paulo já está usando a CoronaVac em sua campanha de vacinação.

O Butantan confirmou a informação ao g1 na manhã dessa sexta-feira (21). Ainda segundo o Instituto, o acordo deve ser fechado até o fim do dia e ele deve envolver a comprar de 7 milhões de doses do imunizante.

Em nota, o Butantan também confirmou que recebeu uma consulta do Ministério da Saúde (via ofício) sobre o número de doses de CoronaVac atualmente disponíveis. “A resposta do instituto foi que possui 7 milhões de doses para pronta entrega. Essa quantidade pode aumentar conforme o interesse do governo federal de incluir a Coronavac no Programa Nacional de Imunizações (PNI).”, afirma o Instituto na nota.

Rodrigo Cruz, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, tinha dito mais cedo nessa sexta, que a pasta iria avaliar a decisão da Anvisa e repassar a orientação aos estados.

“A gente vai avaliar todas as recomendações da Anvisa que foram feitas ontem para que a gente possa orientar de forma correta os estados e municípios. Depois de incorporada no PNI, os estados estão liberados para aplicar”, afirmou Cruz.

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Caetano de Jesus Moreira Graça, de 9 anos, foi a primeira criança vacinada com CoronaVac (Foto: Rodrigo Rodrigues/g1)

Ministério da Saúde tinha afirmado que não compraria novas doses de CoronaVac

Em outubro de 2021, o Ministério da Saúde tinha afirmado que não tinha mais interesse na aquisição de novos lotes da CoronaVac. A afirmação foi feita durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.

O Ministério citou, na época, dois fatores: O status de aprovação emergencial que a vacina tinha com a Anvisa e a “baixa efetividade” do imunizante em idosos com mais de 80 anos.

A afirmação foi feita Danilo de Souza Vasconcelos, diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, e Rosana Leite de Melo, secretária do Programa de Enfrentamento à Covid-19.

“Até o presente momento a autorização (da CoronaVac) é temporária de uso emergencial, que foi concedida para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença no território nacional”, justificaram para a descontinuidade do uso do imunizante.

Mas parece que o Ministério voltou atrás, visto que o Butantan deve fechar o acordo ainda hoje.

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