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Maurício Souza pede desculpas em perfil com apenas 51 seguidores por fala homofóbica

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Afastado do Minas Tênis Clube e pressionado pelos principais patrocinadores da equipe, o jogador de vôlei, Maurício Souza, veio à público nesta terça-feira (26) pedir desculpas pelas fala homofóbica que realizou em post no Instagram sobre o Super-Homem bissexual.

Mas a manifestação não convenceu muitos internautas: enquanto o ataque à bissexualidade ocorreu em um perfil com 249 mil seguidores – e subindo, pois chegou a 266 mil na manhã desta quata – o jogador pediu desculpas em seu perfil de Twitter, que tinha apenas 54 seguidores – agora tem 409.

“Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do Clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem  desrespeitei ou ofendi, esta não foi minha intenção”, afirmou o jogador.

Pouco antes, o Minas Tênis Clube publicou nota dizendo que afastou o jogador por conta da declaração e exigiu retratação pública imediata.

“O presidente do Minas Tênis Clube, Ricardo Vieira Santiago, se reuniu com o atleta Maurício Souza esta tarde e lhe informou sobre o seu afastamento por tempo indeterminado do Fiat/Gerdau/Minas. O atleta também recebeu uma multa e foi orientado a fazer uma retratação pública imediata”, afirmou o clube.

Após o pedido de desculpas, do jogador, a equipe retuitou a declaração.

“O Minas Tênis Clube reforça que não aceita e não aceitará manifestações intolerantes, racistas, preconceituosas e homofóbicas, e que intensificará campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais”, afirmou o time.

Jogadores reagem à homofobia

Homossexual, o jogador Douglas Souza – que atua na Seleção Brasileira junto com Maurício Souza – se queixou nas redes sociais da falta de punição para declarações homofóbicas.

“O famoso não vai dar em nada né. Toda vez a mesma coisa, cansado disso de sempre ter falas criminosas e no máximo que rola é uma “multa” e uma retratação nas redes sociais. Até quando?”, questiona o jogador. “Todos os dias, todas as horas um dos nossos morrem. E o que temos? Uma retratação…..”.

A central Carol Gattaz, que joga no Minas Tênis Clube, como Maurício Souza, e é considerada uma das maiores defensoras da causa LGBTQIA+ no vôlei, também se posicionou na situação.

“Homofobia é crime. Racismo é crime. Respeito é OBRIGATÓRIO. Está na lei, garantido pela constituição. Já toleramos desrespeito, gracinhas e preconceitos disfarçados de opinião por muito tempo. CHEGA!”, afirmou a jogadora.

Além de outros jogadores, as bicampeãs olímpicas da Seleção Brasileira de Vôlei, Sheila Castro e Fabio Alvim afirmaram no Twitter que “homofobia é crime”.

Maurício Souza reincidente

Campeão olímpico divulga piada homofóbica - Reprodução - ReproduçãoNão é a primeira vez que Maurício Souza publica falas homofóbicas em seu perfil de Instagram – que é recheado de posts de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aliados do Governo Federal.

Em outubro de 2017, o jogador foi acusado de homofobia, quando jogava pelo Sesc RJ, por publicar uma imagem nos storyes a seguinte mensagem: “Sou do tempo que fumar era bonito e dar a bunda era feio! Hoje fumar é feio e dar a bunda é bonito! Sorte que sou velho”, afirmou, comentando: “Grazadeus”.

O ator gerou uma onda de críticas na época – levou bronca da diretoria do Sesc RJ – e apagou a publicação cerca de dez horas depois.

Há uma semana, o atleta também publicou uma foto da jogadora trans, Tifanny, que atua pelo Osasco na Superliga feminina de vôlei.

“Se você achar algum homem nessa foto você é preconceituoso, transfóbico e homofóbico. Mais uma conquista do feminismo para as mulheres!”, afirmou  Maurício Souza.

Há 2 semanas, o atleta também se queixou de uma notícia que mostra como a “Rede Globo usará pronome neutro em nova novela das 19h”.

“O céu e limite se deixarmos! Está chegando a hora dos silenciosos gritarem”, afirmou.

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