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Ex-goleiro Marcos contesta vacinação em crianças: “Quem se responsabiliza?

Em seu perfil de Instagram no último sábado (08), o ídolo do Palmeiras e ex-goleiro Marcos contestou a vacinação infantil contra a covid-19 com imagens de seu filho de 9 anos. O ex-atleta é apoiador de Jair Bolsonaro (PL) desde antes do início do Governo.

“Esse aqui é o Marquinho, 9 anos. Saudável, só que tem um probleminha na tiróide. Já se passaram dois anos da pandemia, foi na escola, viveu a vida dentro dos protocolos de Covid-19 e está tudo bem com ele. Estão querendo me obrigar a vaciná-lo. A Pfizer não se responsabiliza, as vacinas são novas e com pouco estudo e eu não posso questionar ou perguntar nada sobre, porque já viro um antivacina, negacionista, perseguido pelos heróis da sociedade. Minha única pergunta é, quem se responsabiliza?”, contestou Marcos ao compratilhar um vídeo do seu filho brincando dentro de casa.

No post, o ex-goleiro recebeu apoio público de outras personalidade defensoras de Jair Bolsonaro, como o jornalista da Band, Milton Neves.

No final de 2020, a despeito das contestações de Marcos e outras pessoas que suspeitam da vacina pediátrica contra a covid-19, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) – órgão de saúde dos Estados Unidos – divulgou dois estudos que mostram a segurança da vacina Pfizer em crianças.

O primeiro estudo descobriu que problemas graves em crianças de 5 a 11 anos que receberam a vacina são extremamente raros. O segundo estudo analisou centenas de hospitalizações pediátricas em seus cidades do verão passado e descobriu que quase todas as crianças que ficaram gravemente doentes de covid-19 não foram totalmente vacinadas.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em dezembro a aplicação da vacina da Pfeizer em crianças. Ss informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil, conforme solicitado pela Pfizer e autorizado pela Anvisa, segundo iformou a agência na época.

Estudo recente publicado pela revista The Lancet na semana passada também comprovou que a Coronavac demonstrou ser segura para crianças e adolescentes a partir dos seis meses até 17 anos.

Os resultados são parte de um ensaio clínico de fase 3 multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, realizado na África do Sul, Chile, Malásia, Filipinas e Quênia, que está investigando a imunogenicidade, segurança e eficácia da CoronaVac em 4.000 crianças e adolescentes.

Apoiado pelo ex-goleiro Marcos, o Governo Bolsonaro vem sendo criticado no país pela resistência em liberar e oferecer vacinas contra a covid-19 para crianças.

Para os próximos dias, está prevista a chegada do primeiro lote de vacinas pediátricas da Pfeizer ao Brasil. Com a chegada de 3,74 milhões de doses neste mês de janeiro e 1,25 milhão vindo no primeiro voo, previsto para esta quinta-feira (13), estados já se preparam para dar a largada na imunização infantil.

Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicado em dezembro, a imunização de crianças contra Covid-19 é uma estratégia importante para aumentar a cobertura vacinal da população brasileira.

“Atualmente, cerca de 85% dos brasileiros podem se vacinar, se consideradas todas as pessoas acima de 11 anos. No entanto, os pesquisadores observaram que, desde setembro, o ritmo de vacinação da primeira dose no Brasil vem desacelerando. E nos dois meses seguintes ao dia 9 de outubro esse ritmo caiu ainda mais a cada Semana Epidemiológica (SE), chegando perto do zero – cerca de 0,08% por dia. Para os pesquisadores, isso poderia sugerir que a vacinação já está próxima do seu limite, com 74,95% da população imunizada com a primeira dose”, afirma a Fiocruz.

Ainda de acordo com o estudo, uma das formas de superar essa curva de estagnação é ampliar as faixas etárias elegíveis à vacinação, com a imunização das crianças, e criar novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos. Para os pesquisadores, a estagnação tem maior relação com dificuldade de acesso do que com recusa em receber a vacina.

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