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Márcio França diz que ação da polícia contra ele é política: “Não tenho medo de ameaças ou de chantagem

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Após ser alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (05), o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) publicou nota para a imprensa em que classifica a ação policial como “política” e aponta que não teme “ameaças” ou “chantagem”.

“É lamentável que se comece uma eleição com estas cenas de abuso de poder político”, escreveu o ex-governador.

A operação que atingiu Márcio França foi feita em conjunto com o Ministério Público e investiga supostos desvios na área da saúde.

Na nota, França também ironiza a operação dizendo que “começaram as eleições 2022”.

“Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas ‘autoridades’, com ‘medo de perder as eleições’, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa”. (veja nota completa abaixo).

“Já venho há tempos alertando que um grupo criminoso em SP tenta me impedir de expressar a verdade. Sabem que não compactuo com eles, que querem tomar conta do Estado de SP. Se depender de mim, não vão conseguir”, disse o governador, sem especificar quem seria o “grupo criminoso”.

Os policiais cumprem 34 mandados de busca e apreensão nas regiões de Araçatuba, Bauru, Baixada Santista, Campinas, Capital e Presidente Prudente. Entre eles estão endereços ligados ao ex-governador em São Vicente, na Baixada Santista, e na Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, as investigações tramitam sob segredo de Justiça e mais detalhes serão preservados para garantir autonomia do trabalho policial.

Além do ex-governador, seu irmão, o médico Cláudio França, também é alvo da operação.

Segundo a Folha de SP, em dezembro de 2018, às vésperas de deixar o Governo do Estado de SP, o então governador aliviou uma punição administrativa a um diretor regional de saúde, suspeito de ter cometido irregularidades consideradas graves.

O jornal também diz que, no período em que França foi vice-governador, o Instituto Sócrates Guanaes, uma entidade sem fins lucrativos ligada a Cláudio França, foi contratado pelo estado para administrar os hospitais regionais de Itanhaém e de Registro.

França nega envolvimento em qualquer tipo de ilegalidade.

“Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde”, escreveu. “Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal. Só deixarei de ser governador de SP se o povo paulista não quiser. Não tenho medo de ameaças ou de chantagem. Em 40 anos de vida pública, já fui muitas vezes difamado e injustiçado, nunca condenado”.

Veja a nota de Márcio França na íntegra:

“Começaram as eleições 2022. 1ª Operação Política. Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas ‘autoridades’, com ‘medo de perder as eleições’, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa. Toda operação policial tem nome!

Essa é uma operação política e não policial. Ela é, evidentemente, de cunho político eleitoral. Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvo da investigação.

É lamentável que se comece uma eleição para o Governo de SP com estas cenas de abuso de poder político. Já venho há tempos alertando que um grupo criminoso em SP tenta me impedir de expressar a verdade.

Sabem que não compactuo com eles, que querem tomar conta do Estado de SP. Se depender de mim, não vão conseguir.

Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde.

Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal. Só deixarei de ser governador de SP se o povo paulista não quiser. Não tenho medo de ameaças ou de chantagem.

Em 40 anos de vida pública, já fui muitas vezes difamado e injustiçado, nunca condenado. Aliás, já enfrentei adversários muito mais qualificados. Não vão ser os meus atuais concorrentes, notórios mentirosos, que me farão recuar”.

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