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Live de Bolsonaro começa antes da hora e mostra militar orientando-o a atacar vacinação infantil

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A tradicional transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais começou antes da hora marcada nesta quinta-feira (06) e mostrou um militar não identificado orientado o presidente a atacar a vacinação infantil contra a covid-19.

“Isso é sintoma de miocardite”, diz o militar ao presidente da República.

Para atacar a vacinação infantil, apoiadores de Bolsonaro frequentemente afirmam nas redes sociais que o imunizante pode gerar quadros de miocardite – uma inflamação do músculo cardíaco e da estrutura que envolve o coração – em crianças e jovens.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização, no entanto, é mais provável uma pessoa desenvolver um quadro de miocardite pela covid-19 do que por conta da vacina.

“O risco de miocardite/pericardite após a vacinação existe, mas é raro. A possibilidade de o quadro ser causado pela COVID-19 é muito maior. Por isso, agências regulatórias de vários países continuam a recomendar a vacinação para todos os indivíduos a partir de 12 anos de idade — muitas para crianças a partir de 5 anos de idade”, afirma a entidade.

Instantes depois da orientação do militar na live, Bolsonaro percebeu que a câmera estava transmitindo imagens nas redes sociais e colocou a mão na barriga fazendo expressão de dor – em referência ao quadro de obstrução intestinal que ele usa para se promover politicamente; veja o vídeo abaixo.

Já com a transmissão oficialmente no ar, foi possível ver que papel usado por Bolsonaro na live citava possíveis e raros efeitos colaterais da vacina. Depois, o presidente fez novos ataques à vacinação infantil.

“A vacina (para crianças) será de forma não obrigatória. Então ninguém é obrigado e vacinar o teu filho. Se não é obrigatória, nenhum prefeito ou governador – que existem alguns aí com essa ideia – poderá impedir o garoto ou a garota de se matricular na escola por falta de vacina”, afirmou o  presidente.

A declaração do presidente contraria determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente, que aponta: “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

O ECA estabelece inclusive a possibilidade de multar pais que recusam vacinar seus filhos.

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