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Kakay diz que procurador demitido era “elo fraco” da Lava Jato e aponta corporativismo no CNMP

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Em entrevista à TV Democrcaia nesta terça-feira (19), o advogado criminalista Antônio Carols de Almeida, conhecido como Kakay, afirma que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) acabou demitindo um “elo fraco” da Operação Lava Jato – o procurador Diogo Castor de Mattos – e “sempre foi corporativista” em relação à força-tarefa de Curitiba.

“Eles estão começando a ver que a sociedade está prestando atenção e vai cobrar respostas. Então pegaram um membro mais desprestigiado, que é este Castor, um cara muito prepotente, arrogante e despreparado”, afirma o advogado. “Ele pediu uma licença psiquiátrica, na época. Ele saiu do Ministério (Público). Então é um elo fraco”.

Kakay relata uma experiência pessoal envolvendo atuação do procurador.

“Ganhei um caso importante contra o Ministério Público, os amigos do Moro disseram que foi a maior derrota que ele tinha tido na parte internacional da Lava Jato, que foi um brasileiro preso em Portugal, fui advogado dele. Esse Castor foi lá mais de uma vez com prepotência, filmando a casa, ridicularizando meu cliente, uma coisa terrível”, afirma.

“E depois, quando nós ganhamos e surgiu a Vaza Jato, para minha surpresa e indignação, apareceram conversas desse Castor dizendo ‘olha, ganharam lá em Portugal, ele não vai vir mais para cá, mas vamos abrir um processo contra a filha dele aqui, porque se prendermos a filha, ele apavora e volta para delatar’. Isso é desumano, é desleal”, relata o advogado.

Kakay aponta que as acusações de improbidade administrativa contra o procurador são menos graves do que outras condutas da Lava Jato – como a intenção de receber mais de R$ 1 bilhão em acordo com a Petrobras para criação de uma “fundação de combate à corrupção”.

“Dentre as barbaridades que eles fizeram, esse outdoor é simbólico. Veja bem: eles criaram um fundo de R$ 1,5 bilhão para fazer um partido político (a fundação), que só não foi levado adiante por decisão do ministro Alexandre do Supremo. Isso é muito mais grave que um outdoor”, afirma.

Apesar disto, o advogado considera que a demissão é de “extrema relevância”.

Relação da demissão com a PEC que altera o CNMP

Kakay aponta que a demissão do procurador tem relação com a PEC 5, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que altera a composição do CNMP.

“Essa PEC tem apressado algumas posições do CNMP, que sempre foi corporativista. (O conselho) abriu diversos processos contra o Deltan e nunca chegou a julgá-lo direito. Acho que agora ficaram um pouco assustados”, afirma.

O advogado avalia que a PEC vem sendo “muito questionada, sem que as pessoas conheçam” a proposta. Ele conclui apontando que é preciso “aprovar essa PEC”.

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