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Jornalista do The Intercept rebate Sergio Moro: “Chamou jornalistas de ‘aliados a criminosos’”

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O jornalista do The Intercept Brasil, Rafael Moro Martins, rebateu declaração do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre ofensas sua com jornalistas no país. Em discurso durante sua filiação ao Podemos, nesta quarta-feira (10), Moro afirmou que respeita profissionais de imprensa e pediu fim das ofensas à jornalistas no Brasil.

“Respeitaremos aqueles que gostam e aqueles que não gostam de nós”, afirmou o ex-ministro do Governo Bolsonaro. “Incluo aqui nessa atitude de respeito e generosidade, a imprensa. Chega de ofender ou intimidar jornalistas. Eles são essenciais para o bom funcionamento da democracia e agem como vigilantes de malfeitos dos detentores do poder.“

Respondendo a declaração, o jornalista do The Intercept Brasil, Rafael Moro Martins, lembrou que Moro já tratou profissionais do site como “aliado a criminosos” na época das reportagens da Vaza Jato.

“Chega de ofender ou intimidar jornalistas”, diz Sergio Moro, que chamou aos jornalistas do The Intercept Brasil de “aliados a criminosos” quando começamos a publicar as reportagens da Vaza Jato”, lembrou Rafael Moro Martins.

O episóio ocorreu em junho de 2019, após o The Intercept Brasil publicar as primeiras reportagens da Vaza Jato mostrando mensagens privadas de Sergio Moro e procuradores da força-tarefa de Curitiba (PR).

As mensagens foram obtidas pelo hacker Walter Delgatti, que invadiu os celulares de autoridades da República, incluindo Sérgio Moro, e enviou conversas privadas dos alvos da invasão ao The Intercept Brasil.

O Intercept sempre tratou os hackers como fonte para matérias jornalísticas. Nas investigações da Operação Spoofing  da Polícia Federal, que tratou sobre as invasões a celulares de autoridades da República, nunca apareceram indícios de que o The Intercept Brasil tenha contribuído com os crimes de invasão cometidos pelos hackers.

A despeito disto, Moro tratou o site como “aliado a hackers criminosos” em junho de 2019.

“Entrevista no Estadão com minhas explicações para o site aliado a hackers criminosos: ‘Publiquem tudo se quiserem’. Agi dentro da legalidade. Não vou pedir desculpas por ter cumprido o meu dever e ter aplicado a lei contra a corrupção e o crime organizado”, afirmou Moro na época.

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