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Jair Bolsonaro concede a si mesmo a Medalha do Mérito Científico

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Nesta quinta-feira (04) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) concedeu a si mesmo a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico. Oficializado como grão-mestre, o título faz parte da ordem honorífica que é concedida a personalidades brasileiras e estrangeiras, como forma de reconhecimento das suas contribuições científicas e técnicas para o desenvolvimento da ciência no Brasil.

Jair Bolsonaro concede a si a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico

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Jair Bolsonaro. | Foto Reprodução: Carolina Antunes/ Agência Brasil

Além de Bolsonaro, outros membros do governo também receberam títulos honorários, como o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que recebeu o título de chanceler e o ministro da Economia, Paulo Guedes, nomeado para um posto no Conselho da Ordem Nacional do Mérito Científico. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União. Confira parte do texto:

“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXI, da Constituição, e na qualidade de Grão-Mestre da Ordem Nacional do Mérito Científico, resolve:

ADMITIR,
na Ordem Nacional do Mérito Científico:
I – na classe de Grã-Cruz:
a) Grão-Mestre: JAIR MESSIAS BOLSONARO, Presidente da República;
b) Chanceler: MARCOS CESAR PONTES, Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações;
c) membros do Conselho da Ordem Nacional do Mérito Científico:
CARLOS ALBERTO FRANCO FRANÇA, Ministro de Estado das Relações Exteriores;
PAULO ROBERTO NUNES GUEDES, Ministro de Estado da Economia; e
MILTON RIBEIRO, Ministro de Estado da Educação.”

Defensor do uso da cloroquina – medicamento sem eficácia comprovada no combate à covid-19 – , Bolsonaro diminuiu a importância da pandemia, referindo-se a ela como apenas “uma gripezinha” e que não era necessário tanta “histeria”. Negou a compra de vacinas, provocou aglomerações no auge do surto pandêmico, não fez questão de usar máscaras de proteção e debochou de quem usou.

O presidente fez pouco caso do número de mortes pela doença no Brasil, que já ultrapassa 600 mil, ao falar que não era coveiro, que todos vão morrer um dia e completando com “E daí? Eu sou Messias, mas não faço milagre.” Negacionista e sabotador da vacina, Jair Bolsonaro entrega a si o título que reconhece contribuições para os avanços científicos no Brasil.

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