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Internautas relembram discurso de Elza Soares: “Querem matar nossos sonhos, prender nossas liberdades, não irão conseguir”

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Após a morte da candora Elza Soares por causas naturais nesta quinta-feira (20), internautas relembraram nas redes sociais um discurso político inflamado da artista, realizado durante show que ela apresentou em Buenos Aires, em abril de 2018 – meses antes da eleição de Jair Bolsonaro.

“No meu país, vivemos um triste momento político-social. Querem matar os nossos sonhos, prender nossas liberdades, não irão conseguir”, disse Elza, sendo aplaudida pelo público. “Lutarei por ele, por nós, viva a democracia! Viva a democracia!”

Elza Soares, como se vê, era crítica de Bolsonaro.

Em 2019, antes de sua apresentação no Rock In Rio (e já após a vitória bolsonarista), a artista afirmou que os brasileiros precisam aprender a votar.

A fala inflamou a multidão, gerando gritos que mandavam o Excelentíssimo Presidente da República ir tomar no c*.

“Quero convidar, minha gente, a lutar, lutar, ir para as ruas! Aprender a votar. Vocês conseguem votar. Nós sabemos. Vamos para as ruas!”, afirmou Elza, na ocasião, levando o público à loucura.

A cena viralizou de forma especial nas redes sociais por conta de uma gafe da apresentadora do Multishow, Titi Muller, que, ao ouvir os gritos da plateia, afirmou que o público estava pedindo que Elza Soares entrasse no palco – quando, na verdade, a multidão estava mandando Bolsonaro tomar naquele lugar.

A despeito disso, Elza Soares evitou fazer exposições mais amplas sobre suas posições políticas.

Em 2016, ela afirmou que votou em Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014.

“Eu não gosto de me aprofundar em política porque, se eu abrir a minha boca, vai ser uma coisa terrível… Votei na Dilma por ela ser mulher. Votei pela classe feminina. Acredito que todos queriam uma mulher no poder, o resto não sei. Isso tudo me deixa muito inquieta e assustada. Estamos passando por um período nebuloso e de muita tensão. Entretanto, me alegra saber que estamos em uma democracia e todos podemos ser investigados como iguais. Viver na democracia é dizer eu sou, eu canto, eu posso”, disse Elza à Quem.

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