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Industria brasileira registra recuo em outubro; é o 5° mês seguido de queda

indústria recua em 2021

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nessa sexta-feira (03), a indústria brasileira apresentou um recuo em sua produção no mês de outubro. Esse é o quinto mês consecutivo que a indústria registra quedas. A queda desse mês foi de 0,6%, dos diversos motivos para essa diminuição, podemos ressaltar: a crise global de suprimentos, a desarticulação da cadeia produtiva e inflação elevada.

A divulgação dos dados que revelam mais um resultado ruim da indústria brasileira acontece um dia depois da divulgação do PIB do terceiro semestre de 2021, que diminuiu novamente (0,1% dessa vez), o que indica que o Brasil entrou em recessão técnica.

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O presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes / Foto – Reprodução (Marcelo Camargo/PR)

André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal, falou um pouco sobre o resultado à Veja: “Mais do que o resultado do mês em si, chama atenção a própria sequência de resultados negativos, cinco meses de quedas consecutivas na produção, período em que acumula retração de 3,7%. A cada mês que a produção industrial vai recuando, se afasta mais do período pré-pandemia. Nesse momento, está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”

Ainda segundo Macedo, o Brasil continua sentindo muito os efeitos da pandemia e, mesmo com melhoras no estado pandêmico, as coisas não melhoraram: “Para além da perda na margem, há um espalhamento dos resultados negativos: são três das quatro categorias econômicas e 19 das 26 atividades no campo negativo. O ano de 2021 está bem marcado por esse comportamento de menor intensidade.”

Os resultados da indústria brasileira

Comparando os dados de outubro de 2020 com os de outubro de 2021, podemos notar que a indústria brasileira registrou uma queda de 7,8% ao longo desse ano. Alguns dos principais ramos que afetaram o resultado foram o das indústrias extrativas (-8,6%), o de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-21,6%), o de produtos alimentícios (-4,2%), o de aparelhos e materiais elétricos (-5,6%) e o de produtos têxteis (-7,7%). O ramo de indústrias extrativas voltou a cair depois de indicar um respiro na pesquisa de setembro, tendo crescido 2,2%.

 

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