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“É hora de união”, diz Alckmin após encontro com Lula, sem cravar formação de chapa

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Após aparecer em público pela primeira vez ao lado do ex-presidente Lula em jantar do Grupo Prerrogativas neste domingo (19), o ex-governador de São Paulo afirmou que o momento é de “grandeza política” e de “união”, segundo a coluna do jornalista Bernardo Mello Franco no jornal O Globo.

Alckmin é cotado para ser candidato à vice-presidente na chapa de Lula. Ele não disse determinantemente que selará a aliança.

“O processo ainda está começando. É hora de grandeza política. É hora de união”, afirmou Alckmin.

O ex-governador de SP deixou o PSDB após 33 anos de partido na semana passada e foi exaltado por petistas no jantar do Grupo Prerrogativas.

Segundo a coluna de Mello Franco, Alckmin posou para foto com o advogado Michel Herscu, que usava boné vermelho com a inscrição “Make Lula President Again”. Também sorriu ao ouvir gritos de “Viva o futuro vice-presidente do Brasil”.

Lula, a sua vez, afirmou em discurso no evento que a aliança depende dos partidos de ambos – o ex-presidente ainda lembrou que Alckmin ainda não se filiou a uma nova legenda.

“Quem vai dizer se a gente pode se juntar ou não é o meu partido e o partido dele. Então, nós temos que ter paciência. Nada acontece para um vice antes de acontecer para um presidente”, disse Lula.

O ex-presidente também relativizou o histório de críticas que Alckmin tem contra ele por ter sido rival eleitoral direto em 2006 e um dos principais líderes do PSDB – partido que disputou o segundo turno das eleições presidenciais contra o PT em 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014.

Citando o economista Antônio Delfim Netto e o falecido cantor Agnaldo Timóteo (1936-2021), Lula afirmou que aprendeu a respeitar quem falou mal dele nas últimas décadas, mas o defenderam de ataques que consideravam injustos.

A ideia de entusiastas da chapa Lula-Alckmin é juntar o líder das pesquisas e um nome de centro-direita que relativize a oposição ao petista neste espectro político – especialmente entre empresários, considerando que Lula busca alguém com boas relações neste setor, como fez no passado com José de Alencar, seu antigo vice.

A eventual aliança, no entanto, encontra resistências no próprio Partido dos Trabalhadores. Recentemente, o ex-presidente do partido, deputado federal Rui Falcão (PT-SP) afirmou no início de dezembro que a aliança de Lula com Alckmin sera um “erro estratégico brutal”.

Uma ala do PT que se chama ‘Diálogo e Ação Petista’ também produziu um manifesto em que descreve “o famigerado ex-governador Alckmin (SP)” como um “candidato a ser um novo (Michel) Temer” na vice-presidência – em referência à traição do emedebista a Dilma Rousseff e o apoio ao Impeachment da ex-presidente.

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