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Grupo ataca sede da revista IstoÉ após capa que compara Bolsonaro a Hitler

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A sede da Editora 3, responsável pela publicação da revista IstoÉ, sofreu um ataque na noite de quarta-feira (20) de um grupo que pixou muros e colou cartazes nas paredes com insultos a diretores da editora.

O caso foi revelado pela própria revista em nota que atribui o ataque a “ativistas políticos”.

“As pichações e os cartazes visaram não apenas danos ao patrimônio, mas também a honra de diretores das publicações, uma atitude intolerável. A ISTOÉ considera que esses atos antidemocráticos representam uma tentativa de ameaça à democracia, à liberdade de expressão e à imprensa livre, democrática e independente, garantidos pela Constituição”, afirma a revista.

O ataque ocorre após a revista publicar uma capa que compara o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao ditador nazista, Adlf Hitler. A edição despertou a ira de eleitores de Bolsonaro e levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a pedir direito de resposta à revista extrajudicialmente.

“Essas agressões acontecem em razão do jornalismo crítico e independente adotado pela editora, e vêm na esteira do extremismo político instalado no País nos últimos anos. Elas têm o objetivo de intimidar, mas não terão sucesso. A intolerância, o fanatismo e a covardia de grupos extremistas serão combatidos pelo bem da estabilidade democrática”, afirma a revista.

A Editora Três acionou a polícia, que está investigando a ação.

Entidades condenam ataque à IstoÉ

Em nota em conjunto nesta quinta-feira (21), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiaram o atentado sofrido pela Editora Três.

“Os atos criminosos com pichações e colagem de cartazes no prédio da Lapa, em São Paulo (SP), que não foram assumidos publicamente por nenhum autor, representam ações antidemocráticas, que não podem ser toleradas em um país em que a Constituição preza pelos direitos à liberdade de imprensa e de expressão”, afirmam as entidades.

A nota também exige que autoridades identifiquem os autores do crime.

“As entidades condenam os atos de desonra aos editores e diretores da publicação, que vieram a partir de manifestações extremistas. É essencial que as autoridades tomem as medidas necessárias para identificar e denunciar os autores dos ataques, de forma que a integridade dos jornalistas da Editora Três possa ser mantida”, diz a nota.

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