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Furar o teto de gastos traz “consequências graves”, diz Meirelles

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Em entrevista à TV Democracia nesta segunda-feira (25), o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirma que políticas do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que furam o teto de gastos públicos trazem “consequências graves” para a economia, no campo do crescimento do país e da confiança de investidores.

“Espero que não seja assim, mas as consequências são graves”, afirma Meirelles. “Qual é a finalidade do teto? No momento em que ele estabelece um limite para a dívida pública, ele dá garantia de solvência do Governo brasileiro no futuro. E, em consequência, a economia começa a crescer”.

Meirelles idealizou a Emenda Constitucional do teto de gastos públicos quando comandou o Ministério da Fazenda (hoje Ministério da Economia) no Governo de Michel Temer, entre maio de 2016 e abril de 2018. Hoje ele trabalha como secretário da Fazenda na gestão de João Dória (PSDB), em São Paulo.

Na entrevista, o ex-ministro afirma que as projeções de Produto Interno Bruto (PIB) da economia do Brasil estão “indo para baixo” no cenário desenhado por Bolsonaro e Guedes.

“Por exemplo, em 2016, a economia chegou a cair 5,2%. No começo de 2017 ao final de 2017, subiu 2,2%, que foi uma virada extraordinária. Era menos 5,2%, virou mais 2,2%. Pois bem, agora com todas as ameaças de quebra de teto e tal, nós estamos tendo uma situação reversa. Isto é, as projeções da economia estão indo para baixo”, afirma o secretário.

Veja aqui a entrevista (clicando no link, o vídeo começa no momento da fala de Henrique Meirelles):

Meirelles afirma também que o país está estagnado economicamente.

“O Brasil caiu 4,1% no ano passado, esse ano vai crescer, mas 4 e pouco por cento, o que significa que só vai compensar o ano passado. Se somar os dois anos, vamos ficar estagnados. E as previsões do ano que vem só estão caindo. O que significa que nós estamos em um processo de estagnação da economia”, analisa o ex-ministro. “Ao mesmo tempo, devido à questão do dólar, às incertezas e essa expansão fiscal descontrolada, nós temos a inflação subindo, o que não só desorganiza a economia, como também pune os de menor renda que estão tendo dificuldade de consumo”, afirma

O ministro encerra a questão apontando que a economia voltou a crescer “imediatamente” quando ele assumiu o Ministério da Fazenda na gestão de Michel Temer (MDB), em 2016, após o Impeachment de Dilma Rousseff (PT).

“Portanto, isso cada vez mais é o quadro que se estabelece. Só para finalizar: quando nós estabelecemos e aprovamos o teto em 2016, a economia começou a crescer imediatamente e a confiança, principalmente, começou a crescer imediatamente”, conclui Meirelles.

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