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Freixo defende manutenção da candidatura de Haddad em SP

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Apesar de ser do mesmo partido de Márcio França, que procura viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado de SP pelo PSB com apoio do PT, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) defendeu à coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo a manutenção da candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad (PT).

“Haddad está na frente e o estado tem muita centralidade para o PT, o que eu compreendo perfeitamente. Eu sei que em São Paulo o PT não vai abrir mão, é o único lugar em que não abrirão mão, e eles têm razão para isso. O Haddad está na frente e, se ele deixar de ser candidato, os votos irão para o (Guilherme) Boulos, não para o Márcio França”, afirma o deputado. “Os argumentos que eles (petistas) utilizam têm coerência. O debate exigirá maturidade”.

Freixo é um dos principais articuladores nacionais da aliança entre o PSB e o PT. Sua opinião causa desconforto em correligionários.

A retirada da candidatura de Haddad e o apoio a Márcio França são exigências colocadas na mesa pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, para a formação de uma federação partidária com o PT.

A união entre as siglas pode incluir ainda a filiação do ex-governador de SP, Geraldo Alckmin, ao PSB, com a possibilidade de que ele dispute as eleições de 2022 como vice do ex-presidente Lula.

Procurado pela equipe da coluna de Malu Gaspar, Márcio França não quis comentar as negociações do PSB com o PT, mas comentou a declaração de Freixo.

“Haddad tem vários votos como os do Freixo, de fora de São Paulo. Os meus votos são nas comunidades paulistas”, diz França. “Mas respeito as opiniões de pessoas especiais como Freixo. Se eu votasse no Rio de Janeiro, votaria nele”.

Os presidentes nacionais do PSB, Carlos Siqueira, e do PT, Gleisi Hoffmann, se reúnem nesta quinta-feira (20) para debater a possibilidade de aliança entre os dois partidos. Eles foram procurados pela coluna de Malu Gaspar nos últimos dias, mas não responderam as questões enviadas.

A eleição de São Paulo não é a única que cria impasses para a aliança entre PT e PSB.

Para fechar a aliança, o PSB também exige apoio do PT no Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Ainda falando à coluna de Malu Gaspar, Freixo afirmou que, com exceção de São Paulo, o PT deve apoiar o PSB em outros estados, principalmente Pernambuco, que é governado por peessebistas desde 2007 e considerado o eixo central da legenda.

“Eu tenho certeza absoluta de que o PSB vai indicar neste mês um nome (para o governo) em Pernambuco e que o PT vai apoiar. Resolver Pernambuco é um passo enorme para resolver os demais entraves (do acordo entre os dois partidos) no Brasil. Estamos muito mais próximos da solução do que do problema”, afirma Freixo.

O parlamentar também aponta que o PT deverá apoiar a reeleição de Renato Casagrande ao governo do Espírito Santo. Apesar da certeza de Freixo, o PT faz articulações para lançar o senador Fabiano Contarato ao Governo do ES.

No Rio, Freixo diz acreditar que terá o apoio do PT, apesar das movimentações feitas pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, (Alerj), André Ceciliano, de se lançar como candidato do partido no estado.

Em entrevistas a sites de internet nesta quarta, Lula afirmou que o PT apoiará Freixo.

“Nós defendemos a candidatura do Freixo no Rio de Janeiro”, afirmou o ex-presidente.

Petistas do RJ, como o presidente do PT-RJ, João Maurício de Freitas, e Washington Quaquá, ex-prefeito de Maricá (RJ), no entanto, negam que o apoio a Freixo esteja fechado.

Uma das questões que o parlamentar terá que negociar é a desistência do PSB de lançar o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) para o Senado Federal.

Molon vem se colocando como candidato a senador, mas a vaga pode acabar sendo oferecida de moeda de troca ao PT.

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