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“Fomos chamados de pretos vergonhosos pelo presidente da Fundação Palmares”, lamenta Zezé Motta

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A atriz Zezé Motta usou seu perfil de Twitter na noite desta terça-feira (16) para responder e fazer um desabafo sobre um ataque recente do presidente da Fundação Palmares, o olavista Sergio Camargo.

“Fui chamada junto do Djavan, de ‘Pretos Vergonhosos’ pelo atual Presidente da “nossa” Fundação Palmares. O paraíso meu povo, realmente não é aqui não”, afirma a atriz, compartilhando captura de tuítes de Camargo.

Camargo realiza uma verdadeira batalha no Twitter contra uma camiseta que diz “Imagine a dor, adivinhe a cor” – criada para uma campanha contra a violência policial.

No final de junho, pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública  mostrou que cidadãos negros foram as maiores vítimas de policiais em 2020: apesar de ser 56,3% da população brasileira, correspondem a 78,9% das 6.416 pessoas mortas por policiais no ano passado, enquanto pessoas brancas compõem 42,7% da população foram vítimas de 20,9% das mortes.

O presidente da Fundação Palmares, porém, ignora os dados e insulta quem promove a campanha contra a violência policial usando a camiseta.

“Não existe nenhuma dor (angústia) exclusiva e específica dos negros por causa da cor da pele. Quem acredita nisso é racista ou um completo imbecil. As emoções dos negros são comuns a todos os seres humanos. O monopólio racial do sofrimento é uma invenção de artistas desocupados!”, afirmou Camargo. “Pretos vergonhosos estes aí em cima”.

Zezé Motta contestou a declaração de Camargo em outros tuítes.

“Pretos vergonhosos? Somos nós que lutamos todos os dias para que a ‘nossa’ Fundação Palmares, continue com a filosofia, ideologia e a linha de ação política implantada, que tanto lutamos para que fossem instauradas”, afirma a atriz. “Temos sim, uma dor ancestral, uma luta que, pelo visto, não vai acabar tão cedo, devido a “contribuição nefasta” de certos tipos, que só contribuem para um retrocesso que só interessa ao jogo da podridão que só favorece aos jogos de interesses”.

Ela termina condenando retrocessos e desrespeitos.

“O que está acontecendo quotidianamente: retrocesso, desrespeito ao nosso povo de todos os segmentos, aos artistas e todos que se rebelam contra as manipulações, conveniências e torturas. Salve todos os nossos ancestrais! Porque, tudo o que nos foi deixado é o que nos impulsiona”, declarou.

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