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Fiocruz faz alerta sobre aumento de ocupação da UTI no Brasil

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O Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nova nota técnica, na manhã dessa quinta-feira (13), alertando sobre o aumento da ocupação de leitos de UTI de Covid na rede do SUS, para adultos, no Brasil. Segundo a nota, um terço de todos os estados, além de 10 capitais, estão em alerta. Esses dados são do dia 10 de janeiro e, desse total, 1 estado e 4 capitais estão em estado crítico.

Segundo a nota técnica:

  • Entre as capitais, Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) estão na zona de alerta crítico. Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona e alerta intermediário;
  • Entre os estados, Pernambuco (82%) está na zona de alerta crítico; e Pará (71%), Tocantins (61%), Piauí (66%), Ceará (68%), Bahia (63%), Espírito Santo (71%), Goiás (67%) e o Distrito Federal (74%) na zona de alerta intermediário.

Rio de Janeiro (12%) é um dos 16 estados em que a situação, segundo a Fiocruz, é considerada boa. No Rio, em 10 de janeiro, 161 pacientes estavam internados. Em comparação feita pelo g1, no dia 2 de agosto do ano passado, 1.176 estavam internadas, uma taxa de ocupação de 61%.

Covid internação EUA
Fiocruz alerta para o aumento da ocupação dos leitos de Covid (Imagem: Amanda Perobelli/ Reuters)

Um dos objetivos da nota é alertar para o crescimento rápido da taxa de ocupação de leitos e para a proliferação avançada da nova variante do Coronavírus, a Ômicron, no Brasil.

Segundo os responsáveis pelo boletim da Fiocruz, os números de hoje são “predominantemente muito menor” do que se comparados com os de outros momentos da pandemia, como 2 de agosto, por exemplo. “Consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela Ômicron. Por outro lado, não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza“, afirmam os pesquisadores.

Ainda na nota, os pesquisadores pontuam que, além de reabir leitos, também é importante:

  • reorganizar a rede de serviços de saúde, no sentido de dar conta dos desfalques de profissionais afastados;
  • garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, tele atendimento;
  • e prosseguir na vacinação da população.

Queiroga afirma que a maioria nos hospitais não tomou vacina

Marcelo Queiroga, atual Ministro da Saúde, afirmou que, a maioria dos internados pela Covid hoje em hospitais e UTIs é formada por pessoas que não foram imunizadas. “Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são indivíduos não vacinados.“, afirmou Queiroga.

Queiroga ainda adicionou: “Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, têm mais possibilidade de passar pela variante Ômicron e outras variantes que, por acaso, surjam desse vírus que tem grande capacidade de gerar mutações”.

 

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