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Fiocruz descarta mal da vaca louca em dois pacientes do RJ

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou nesta quinta-feira (11) que dois pacientes internados para investigação da doença da vaca louca no Rio de Janeiro na verdade estão com suspeita da forma esporádica da DCJ (doença de Creutzfeldt-Jakob). A forma esporádica da doença não tem relação com o consumo de carne.

Essa doença não é a mesma que causa o mal da vaca louca. A forma da doença de Creutzfeldt-Jakob relacionada com o consumo de carne é conhecida como vDJC, uma variante – que não é o caso dos pacientes do RJ.

A Fiocruz considerou aspectos clínicos e radiológicos para chegar à conclusão. Ainda não há, no entanto, confirmação diagnóstica.

Os dois pacientes são residentes da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Um é morador de Belford Roxo e, o outro, de Duque de Caxias. Eles foram internados e estão isolados no Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 do Instituto Nacional de Infectologia (INI).

Inicialmente, a Fiocruz informou que havia suspeita de encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como ‘Doença da Vaca Louca’.

Segundo Secretaria de Saúde do Estado do RJ, um dos pacientes é um homem de 55 anos, morador da cidade, e apresentou sintomas como demência e ataxia (perda ou irregularidade da coordenação muscular).

A notificação da suspeita foi feita em 29 de outubro pelo Instituto Nacional de Infectologia e a investigação do caso foi concluído pela vigilância municipal de Duque de Caxias como quadro de DCJ esporádico.

Outro caso, ainda de acordo com a secretaria, é de uma mulher de 59 anos que teve início de sintomas em outubro. A notificação foi feita na última terça-feira (09) e a investigação deste caso continua em andamento para identificar as causas da doença e o local de residência.

A doença da vaca louca ficou conhecida nos anos 80 e 90 após um surto no Reino Unido que fez com que milhões de cabeças de gado fossem abatidas.

Trata-se de uma doença cerebral, degenerativa e fatal, que afeta gado e pode infectar seres humanos no caso de consumo de carne contaminada.

Em setembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária tinha confirmado dois registros da doença em animais em Belo Horizonte (MG) e Nova Canaã do Norte (MT). A pasta afirmou que eram casos atípicos e isolados de gado que não chegou a ser comercializado e não gerou risco à saúde pública.

No entanto, desde então as exportações de carne bovina do Brasil para a China – maior comprador do produto no Brasil – estão suspensas.

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