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Fantasma de Bebianno volta a assombrar Bolsonaro

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O ex-ministro Gustavo Bebianno faleceu em março de 2020. Mas seu legado ainda assombra Jair Bolsonaro. O empresário Paulo Marinho está com o celular “carregado de bombas” do falecido ex-ministro, segundo o jornalista Ricardo Noblat.

“Bebianno, o primeiro ministro demitido por Bolsonaro, morreu, mas deixou um celular carregado de bombas. Está com Marinho”, afirmou o jornalista no Twitter.

Após Bolsonaro discutir com André Marinho – filho de Paulo Marinho – e encerrar sumariamente a entrevista que concedia à aliada Jovem Pan, nesta quarta-feira (27), o empresário publicou um vídeo nas redes sociais onde responde acusações do presidente e faz uma espécie de ameaça velada.

“Você lembra do nosso amigo Gustavo Bebianno? Talvez você já tenha esquecido dele, né? Com certeza esqueceu. Mas ele não esqueceu. Pode ter certeza disso. Quando você estiver chorando no banheiro do Palácio, lembre dele. Ele não lhe esqueceu”.

Procurado pela Folha de SP, o empresário nega que a fala seja uma ameaça e não confirma se está com o celular.

“Não teve ameaça alguma na minha fala”, diz Paulo Marinho à Folha. “A fé dele me impressionava muito. E eu tenho certeza de que a alma do Bebianno ainda está pairando naquele Palácio (da Alvorada, residência oficial da Presidência). Talvez seja esse o motivo de Bolsonaro chorar no banheiro daquele palácio assombrado”.

Paulo Marinho é suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e participou ativamente da campanha de Jair Bolsonaro em 2018. Sua casa foi usada como um bunker de produção de conteúdo e memes pró-Bolsonaro para as redes sociais.

O empresário rachou com o Governo em maio de 2020, quando denunciou que Flávio Bolsonaro foi recebeu dados e informações de um suposto vazamento da Operação Furna da Onça, da Polícia Federal.

Desde então, o empresário comandou o diretório do PSDB no Rio de Janeiro e, depois, se mudou para São Paulo, onde ajuda a pré-candidatura do governador João Doria (PSDB) à Presidência.

Discussão de Bolsonaro com André Marinho na Jovem Pan

Na entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro discutiu com André Marinho e, antes de encerrar a entrevista, afirmou que “Paulo Marinho quer a cadeira do Flávio Bolsonaro”

“(André) Marinho, você sabe que sou presidente da República e respondo pelos meus atos. Então não vou aceitar provocação sua. Você recolha-se ao seu jornalismo”, disse Bolsonaro ao humorista. “Seu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro”.

O presidente exigiu que André Marinho não aparecesse mais na entrevista. Mas a emissora aliada não atendeu o pedido e exibiu o humorista discutindo com o olavista Adrilles Jorge.

Na sequência, Bolsonaro abandonou a entrevista.

Paulo Marinho respondeu o presidente afirmando que “quem quer o mandato” de Flávio “é o Ministério Público”.

“Eu fiquei absolutamente surpreso com a maneira descortês que você tratou meu filho. Eu sempre tratei os seus muito bem. Sabe qual é a diferença entre nós, capitão? É que eu eduquei o meus filhos para serem honestos, pessoas do bem e para não temerem os poderosos, como você. Aliás, Capitão, pare de repetir essa ladainha de que eu quero o mandato do seu filho Flávio Bolsonaro. Quem quer o mandato de Flávio Bolsonaro é o Ministério Público, não sou eu”, afirma Paulo Marinho no vídeo.

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