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Família de Moïse desiste de concessão de quiosque na Barra

moise quiosque

Segundo Rodrigo Mondego, o procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, a família de Moïse Kabagambe, o jovem congolês brutalmente assassinado na Barra da Tijuca na Zona Oeste do Rio, não quer mais assumir os quiosques Biruta e Tropicália e vai desistir da concessão. A informação é do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

De acordo com o advogado, o medo é o principal fator na decisão: “Eles desistiram de assumir, não querem mais, por medo”. Deve ser marcada, para a próxima segunda-feira (15), uma conversa com a prefeitura e Orla Rio. A ideia da reunião seria discutir possíveis alternativas para um local de homenagem a Moïse ou, até mesmo, a possibilidade da família assumir um quiosque em outro local da cidade.

Eles querem marcar com a prefeitura para conversar. Eles aceitam outro quiosque, podem aceitar outra alternativa. Mas não aceitam ficar ali porque não vão se sentir seguros nunca. Porque já disseram que não vão sair de lá“, afirma Gois.

A concessão cedida à família de Moïse

família Moïse
Concessão do quiosque cedida à família de Moïse (Foto: Henrique Coelho/g1)

Na última segunda-feira (7), um acordo de concessão do quiosque havia sido completo e entregue à família de Moïse pelo secretário de Fazenda e Planejamento do RJ, Pedro Paulo, e pelo próprio prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).

Durante o evento, Eduardo Paes disse: “Desde o início entendíamos que a gente deveria lembrar permanentemente as pessoas do absurdo crime cometido contra uma pessoa, no caso o Moïse. Entendemos que isso poderia se juntar à presença da própria família do Moïse ali. É uma oferta feita pela prefeitura, mas também da Orla Rio”.

Ainda de acordo com Eduardo Paes, a concessão dos dois quiosques vai ficar com a família de Moïse até fevereiro de 2030: “A decisão é de fazer a concessão, a entrega desses quiosques, para a família do Moïse. A Orla Rio está entregando uma carta compromisso, em que se compromete a ceder os dois quiosques, onde estão os quiosques Tropicália e Biruta, até fevereiro de 2030”.

De acordo com a prefeitura, os quiosques receberão uma reforma para transformá-los em um memorial e ponto de transmissão da cultura de países do continente africano.

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