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Em visita à Hungria, Bolsonaro divulga fake news sobre a Amazônia

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O presidente Jair Bolsonaro (PL), em visita à Hungria, fez uma declaração para a imprensa e divulgou informações falsas sobre a Amazônia. Os comentários sem base foram feitos nesta quinta-feira (17), ao lado do primeiro-ministro do país, Viktor Orbán.

Dentre as informações falsas, Bolsonaro disse que o Brasil não destrói a floresta amazônica. A conversa veio à tona quando o ele mencionou que, antes de estar com Orbán, conversou com o presidente húngaro, János Áder sobre questões ambientais e a Amazônia.

“Há pouco conversei também com o nosso presidente da Hungria, ele se focou muito mais na questão ambiental. Eu tive a oportunidade de falar para ele o que representa a Amazônia para o Brasil e para o mundo.

E muitas vezes as informações sobre essa região chegam para fora do Brasil de forma bastante distorcida, como se nós fôssemos os grande vilões no que se leva em conta a preservação da floresta e sua destruição, coisa que não existe.

Nós preservamos 63% do nosso território. E não se encontra isso em praticamente nenhum outro país do mundo. Nós nos preocupamos até mesmo com o reflorestamento, coisa que não vejo nos países da Europa como um todo.

Então, essa informação, essa desinformação passa para o lado de um ataque à nossa economia que vem obviamente em grande parte do agronegócio”, declarou Bolsonaro.

Na Hungria, dados informados por Bolsonaro não correspondem ao que acontece na Amazônia

De acordo com um estudo realizado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2019, o desmatamento na  Amazônia cresceu de forma alarmante.

Segundo o levantamento do Ipam, o desmatamento na floresta amazônica cresceu 56,6% entre agosto de 2018 e julho de 2021, quando comparado com o mesmo período de 2016 a 2018. O estudo ainda destaca que 51% do desmatamento na Amazônia ocorrido sob o governo Bolsonaro foi em terras públicas, enquanto que 83% aconteceu em terras federais.

Ao todo, mais de 32 mil quilômetros quadrados de floresta foram desmatados entre 2019 e 2021. Em terras indígenas, houve alta de 153% em média no desmatamento, em comparação ao último triênio. Já o desmatamento em unidades de conservação teve aumento de 63,7%.

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Ipam: desmatamento na Amazônia cresceu 56,6% no governo Bolsonaro. | Foto: Canva

Além disso, medidas como a defesa do garimpo se tornaram marcas da gestão Bolsonaro. Informações falsas e distorções sobre dados do meio ambiente também estiveram em discursos do presidente na ONU ou para investidores em Dubai.

Conforme o relatório do Ipam, o desmatamento piorou durante a gestão Bolsonaro, especialmente “pelo enfraquecimento de órgãos de fiscalização, pela falta de punição a crimes ambientais e pela redução significativa de ações imediatas de combate e controle de atividades ilegais”.

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